quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Apreensão de drogas no Maranhão é quase 60 vezes maior que em 2014



Em nove meses de 2017, o acumulado de apreensão de drogas já é 5.845% maior que nos 12 meses de 2014, segundo levantamento da Superintendência Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Senarc). Os números demonstram que a apreensão de drogas está quase 60 vezes maior do que era em 2014, mais um resultado expressivo dos mil dias do Governo Flávio Dino, completados no último dia 26.
Ao longo dos 12 meses de 2014 foram apreendidos 104,27 quilos de drogas enquanto de janeiro a setembro de 2017 foram apreendidos 6,2 toneladas. O resultado expressivo veio a partir da criação da Senarc, um braço da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP) especializado no combate ao tráfico de drogas e que foi criado ainda em 2015, no primeiro da gestão realizada pelo governador Flávio Dino.
“De 2015, quando a Senarc foi criada, até agora, nós temos alcançado um recorde atrás do outro. Saímos de aproximadamente 105 quilos de drogas apreendidas em 2014, para as 6,2 toneladas apreendidas em 2017. Um resultado que retrata todo o investimento e a seriedade com que a equipe de delegados e investigadores encara o combate ao narcotráfico dentro dos limites territoriais do Maranhão”, explica o delegado Carlos Alessandro Rodrigues, superintendente da Senarc.
O crescimento das apreensões de drogas é gradativo e se dá por três principais fatores, segundo o delegado: a criação da Senarc, aumento do efetivo da polícia e condições de trabalho. “Nós temos os investimentos feitos pela gestão estadual com a criação da superintendência especializada, novos policiais, novas viaturas e armas, por exemplo, tudo focando no combate ao tráfico, apreensão de drogas, na identificação de quadrilhas e na prisão de líderes do tráfico”, diz.
“Outro fator importante foi a criação do setor de cinofilia, que nos dá apoio de cães treinados especificamente para farejar e encontrar drogas diversas, armas e suspeitos durante as operações; além desses fatores, temos a participação da população por meio de um aplicativo de mensagens, no qual recebemos denúncias, fotos, áudios e vídeos. Claro que tudo é investigado, mas é a partir dessas denúncias que temos chegado a grandes apreensões”, acrescenta.
Uma dessas ações oriundas das denúncias pelo aplicativo de mensagens foi a realizada na semana passada na Região Metropolitana de São Luís, quando 3,2 toneladas de maconha prensada foram apreendidas pela equipe da Senarc.
“Na ocasião, delegados e 25 agentes da Senarc, com o uso de cães, participaram da operação, que foi a maior já feita no Maranhão e a segunda maior do Norte/Nordeste em 2017. A apreensão também conta com outro recorde, já que foram tirados dos cofres do tráfico aproximadamente R$ 13 milhões”, conta o delegado Carlos Alessandro.
Antes das 3,2 toneladas da última apreensão, a Senarc já tinha tirado de circulação outras 3 toneladas de maconha prensada, totalizando 6,2 toneladas de drogas apreendidas e incineradas pela Polícia Civil do Maranhão.
Presos
Outro índice que tem registrado aumento significativo é a apreensão de envolvidos com o tráfico de drogas. Em 2014, 118 pessoas foram detidas por envolvimento com tráfico. Nestes nove primeiros meses de 2017, o número já chega a 341 homens e mulheres devidamente identificados e detidos por tráfico.
As armas de fogo também foram mais apreendidas em 2017, sendo 49 até setembro, contra 17 em todo o ano de 2014.
Mais operações
Entre as apreensões de maior impacto estão as de abril de 2017, quando 1,7 tonelada de maconha prensada foi apreendida em Mirando do Norte e no Conjunto Alvorada, em São Luís.
Outra ação que vem crescendo é a erradicação de plantações de maconha, já que em maio deste ano 167 mil pés de maconha foram destruídos pela Policia Civil nas cidades de Centro Novo, Centro do Guilherme e Maracaçumé. O plantio renderia aproximadamente 3 toneladas de maconha.
Principais substâncias aprendidas
Segundo o titular da Senarc, a maconha é a droga mais apreendidas pela polícia. “A maconha ainda figura entre as substâncias mais apreendidas, corresponde a 80% de apreensões. Ela vem seguida do crack, cocaína e da pasta base, que completam os outros 20% das apreensões”, relata o delegado Carlos Alessandro.
Cães Farejadores
A Senarc conta atualmente com dois cães no setor de cinofilia da superintendência. Vini e Clock, cães da raça Pastor Alemão Belga, apoiam na identificação de drogas como maconha, crack e cocaína, além de auxiliarem os policiais na localização de armas de fogo escondidas pelos suspeitos.
Apoio da população

Por meio do número (98) 9.9163-4899, que funciona 24 horas por dia, a população pode enviar denúncias por meio de mensagem de texto, áudios e vídeos, tudo com sigilo da identidade garantida pela Senarc.

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