“O processo de Coroatá
não é um processo de cassação. O mandato do governador Flávio Dino não corre
nenhum risco”. (Marcelo Tavares, Chefe da Casa Civil)
JM
Cunha Santos
Em
entrevista concedida ao programa Redação 1290, da Rádio Timbira AM, apresentado
pelos jornalistas Marcos Saldanha, Jorge Vieira e JM Cunha Santos, o deputado
eleito e Chefe da Casa Civil Marcelo Tavares, comentado o Decreto do governo que
reduz despesas de custeio (transportes, diárias, telecomunicações, entre outras),
disse que o Maranhão não se contaminou com o caos na economia brasileira.
Segundo Marcelo Tavares, “Desde sempre controlamos gastos. Em 2015 cortamos R$
300 milhões em gastos desnecessários que vinham desde os anos de 2013 e 2014”,
Sobre
o Decreto, o Chefe da Casa Civil informou que o governo discutirá,
individualmente, com cada secretário, cada um dos contratos. Para ele, as
constantes notícias de que o governo não terá como pagar aposentados e
pensionistas em 2019 ou que não vai pagar a segunda parcela do décimo terceiro
em 2018 são parte de uma torcida pelo caos no Maranhão.
Marcelo
Tavares desmentiu que tenha sido feito um saque de R$ 1 bilhão do Fundo dos
Aposentados e Pensionistas e garantiu que nunca nenhum centavo foi retirado do
FEPA que não fosse para pagar pensões e aposentadorias.
Afirmando
que o pagamento do décimo terceiro dos servidores está garantido, o deputado esclareceu,
ainda, que desde 2013 o FEPA tem um déficit mensal, não é mais suficiente, que
o número de aposentados é muito maior até porque o brasileiro está vivendo
mais. Mas adiantou: “O FEPA não vai acabar. Todos os meses são arrecadados de
80 a 90 milhões de reais dos ativos e do governo para o Fundo”, disse
desmentindo deputados e jornalistas que insistem em criar pânico no
funcionalismo público e entre aposentados e pensionistas.
Sobre
a queda de receita no Maranhão, em virtude da dívida acumulada, o parlamentar
informou que R$ 5 bilhões dessa dívida são originários do governo Roseana
Sarney e somente R$ 500 mil do governo Flávio Dino. Desmentiu, também, que
Roseana Sarney tenha deixado R$ 2 bilhões em caixa para o governo Flávio Dino.
“O que encontramos foi R$ 24 milhões que não bastaram sequer para pagar a
dívida com a Cemar”, afirmou. Marcelo Tavares não teme que o futuro governo
Bolsonaro “feche os cofres” para o Maranhão. “Existem as transferências
constitucionais, que são obrigatórias e quanto às transferências voluntárias
(convênios, por exemplo) nós sobrevivemos sem elas nos últimos 3 anos. É claro
que a gente precisa, mas não ocorreram transferências voluntárias do governo
Temer para o Maranhão e mesmo assim fizemos uma ótima administração reconhecida
pelo povo nas urnas”, sintetizou.
Uma
outra preocupação do povo maranhense, revelada pela pergunta de um ouvinte, é
com o desfecho do processo de Coroatá, pelo qual uma juíza decretou a
inelegibilidade do governador Flávio Dino. Sobre isso Marcelo Tavares garantiu:
“O processo não é de cassação. O mandato do governador Flávio Dino não corre
nenhum risco com esse processo, como ocorreu com o ex-governador Jackson Lago.

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