domingo, 25 de novembro de 2018

Marcelo Tavares comenta Decreto que reduz despesas e tranquiliza servidores públicos


“O processo de Coroatá não é um processo de cassação. O mandato do governador Flávio Dino não corre nenhum risco”. (Marcelo Tavares, Chefe da Casa Civil)

JM Cunha Santos


Em entrevista concedida ao programa Redação 1290, da Rádio Timbira AM, apresentado pelos jornalistas Marcos Saldanha, Jorge Vieira e JM Cunha Santos, o deputado eleito e Chefe da Casa Civil Marcelo Tavares, comentado o Decreto do governo que reduz despesas de custeio (transportes, diárias, telecomunicações, entre outras), disse que o Maranhão não se contaminou com o caos na economia brasileira. Segundo Marcelo Tavares, “Desde sempre controlamos gastos. Em 2015 cortamos R$ 300 milhões em gastos desnecessários que vinham desde os anos de 2013 e 2014”,
Sobre o Decreto, o Chefe da Casa Civil informou que o governo discutirá, individualmente, com cada secretário, cada um dos contratos. Para ele, as constantes notícias de que o governo não terá como pagar aposentados e pensionistas em 2019 ou que não vai pagar a segunda parcela do décimo terceiro em 2018 são parte de uma torcida pelo caos no Maranhão.
Marcelo Tavares desmentiu que tenha sido feito um saque de R$ 1 bilhão do Fundo dos Aposentados e Pensionistas e garantiu que nunca nenhum centavo foi retirado do FEPA que não fosse para pagar pensões e aposentadorias.
Afirmando que o pagamento do décimo terceiro dos servidores está garantido, o deputado esclareceu, ainda, que desde 2013 o FEPA tem um déficit mensal, não é mais suficiente, que o número de aposentados é muito maior até porque o brasileiro está vivendo mais. Mas adiantou: “O FEPA não vai acabar. Todos os meses são arrecadados de 80 a 90 milhões de reais dos ativos e do governo para o Fundo”, disse desmentindo deputados e jornalistas que insistem em criar pânico no funcionalismo público e entre aposentados e pensionistas.
Sobre a queda de receita no Maranhão, em virtude da dívida acumulada, o parlamentar informou que R$ 5 bilhões dessa dívida são originários do governo Roseana Sarney e somente R$ 500 mil do governo Flávio Dino. Desmentiu, também, que Roseana Sarney tenha deixado R$ 2 bilhões em caixa para o governo Flávio Dino. “O que encontramos foi R$ 24 milhões que não bastaram sequer para pagar a dívida com a Cemar”, afirmou. Marcelo Tavares não teme que o futuro governo Bolsonaro “feche os cofres” para o Maranhão. “Existem as transferências constitucionais, que são obrigatórias e quanto às transferências voluntárias (convênios, por exemplo) nós sobrevivemos sem elas nos últimos 3 anos. É claro que a gente precisa, mas não ocorreram transferências voluntárias do governo Temer para o Maranhão e mesmo assim fizemos uma ótima administração reconhecida pelo povo nas urnas”, sintetizou.
Uma outra preocupação do povo maranhense, revelada pela pergunta de um ouvinte, é com o desfecho do processo de Coroatá, pelo qual uma juíza decretou a inelegibilidade do governador Flávio Dino. Sobre isso Marcelo Tavares garantiu: “O processo não é de cassação. O mandato do governador Flávio Dino não corre nenhum risco com esse processo, como ocorreu com o ex-governador Jackson Lago.

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