Ninguém mais está seguro
neste país. Pelo amor de Deus, senhores deputados e senadores, tirem esse louco
daí antes que seja tarde demais.
JM
Cunha Santos
Primeiro
foi o projeto de quatro armas de fogo em cada residência do país. Em seguida,
Jair Bolsonaro propõe a excludente de ilicitude para policiais que matarem no
exercício de suas funções. Junta-se ao ministro da educação e propõe matar a
Ciência nas universidades brasileiras. E, agora, ainda mais ensandecido, propõe
a inimputabilidade de fazendeiros que matarem ou mandarem matar lavradores
acusados de invasão de terras.
O
que se pode dizer? Temos um homicida em potencial na Presidência da República
Federativa do Brasil.
O
presidente parece agir movido por um ódio inesgotável cuja origem não explica a
ninguém. Ódio contra pobres, contra mulheres, contra índios, contra nações
quilombolas, contra sem terras e todas as vítimas da exclusão social que
atormenta esta Nação. E esse ódio está em seus discursos, projetos, propostas e
declarações.
A
sede de sangue do Senhor Presidente da República ainda pode levar este país a
uma guerra civil ou desgraça semelhante. Corremos o risco de que, dentro em
pouco, estejam organizadas no Brasil milícias mercenárias punindo com a morte
crimes de opinião.
Nem
podemos mais afirmar que Bolsonaro seja movido por algum tipo de ideologia
política extremista A impressão que se tem é de que ele sente uma estranha
necessidade de conferir cadáveres para aplacar sua incontrolável sede de sangue
humano, como um vampiro sugando veias na Transilvânia.
De
um lado, quer dar ao Estado, através da polícia, poder de vida e morte sobre o
cidadão; de outro, quer retirar do Estado o poder de mediar conflitos
originados na luta pela terra e entregar nas mãos de pistoleiros e jagunços
contratados por fazendeiros. E, assim, a propriedade privada passa a ter mais
valor que a vida humana.
O
Congresso, a Justiça, a maioria dos governadores dos Estados, estão brincando
com fogo. Ninguém mais está seguro neste país.
Pelo
amor de Deus, senhores deputados e senadores, tirem esse louco daí antes que
seja tarde demais.

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