
Nesta segunda-feira (28) o governador Flávio Dino
sancionou a lei que cria o Estatuto Estadual da Igualdade Racial. Uma das ações
previstas no estatuto é a prorrogação das cotas para negros em concursos
públicos da administração pública estadual até o ano 2030, destinando 20% das
vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos efetivos e
empregos públicos no âmbito da administração pública estadual, autarquias,
fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista.
O Estatuto assegura, ainda, o direito à propriedade
de terra para o desenvolvimento da produção, com o objetivo de garantir
inclusão produtiva, regularização das terras quilombolas e o incentivo à
produção sustentável nos territórios.
“Estamos felizes porque hoje é a culminância de um
processo que iniciou com um debate público feito com a comunidade negra,
quilombola, de matriz africana, juntamente com o Conselho Estadual de Igualdade
Racial, por meio da Secretaria Extraordinária de Igualdade Racial (SEIR).
Enviamos o documento ao governador, que elaborou a proposta final, encaminhou à
Assembleia Legislativa, a proposta foi aprovada e hoje sancionada pelo
governador”, disse o secretário Gerson Pinheiro.
Para ele, a aprovação do Estatuto é a garantia de
que um conjunto de leis, decretos e normas deixa de ser uma política de governo
e passa ser uma política de Estado.
Educação e Saúde
Dentre tantas ações na educação, o Estatuto prevê
que a UEMA e UemaSul reservem, em cada seleção para ingresso nos cursos de
graduação, o mínimo de 10%, respectivamente, de suas vagas para estudantes
oriundos de comunidades indígenas e estudantes negros que tenham cursado
integralmente o ensino médio em escolas públicas. Na saúde, uma das ações
previstas é a implementação das diretrizes da Política Estadual de Saúde
Integral da População Negra e das Comunidades Tradicionais de Matriz Africana e
Quilombola do Maranhão.
Segurança e Pesquisa
O Poder Executivo, por meio da Fundação de Amparo à
Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico – FAPEMA, incentivará
pesquisas e programas de estudo voltados para temas referentes às relações
étnicas, às comunidades quilombolas e às questões pertinentes à população
negra. Na Segurança, serão adotadas, nos limites das competências
constitucionais, medidas especiais para prevenir e coibir discriminação racial,
racismo e quaisquer práticas violadoras dos direitos humanos da população
negra, dos indígenas e de povos e comunidades tradicionais.
O Estatuto Estadual tem por finalidade estabelecer
as diretrizes para a defesa dos direitos humanos da população negra, efetivação
da igualdade de oportunidades, bem como para combate à discriminação, ao
racismo e às demais formas de intolerância étnico-racial. O estatuto prevê
ações concretas nas áreas da saúde, educação, pesquisa científica, ação
afirmativa de cotas no Ensino Superior, produção, cultura, liberdade religiosa,
esporte e lazer, segurança pública, combate ao racismo e à violência
institucional.
Serão criados instrumentos para aferir a eficácia
social das medidas previstas no Estatuto, com monitoramento permanente, por
meio do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômico e Cartográfico (IMESC),
que deverá elaborar relatórios escritos periódicos de monitoramento das ações
do Estatuto.
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