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quinta-feira, 25 de maio de 2017

‘Time’ lista Temer como um dos 5 líderes mais impopulares do mundo

Presidente aparece ao lado de Maduro e premier da Malásia suspeito de desviar US$ 1 bi

O presidente Michel Temer aparece numa lista da versão online da revista americana “Time” como um dos cinco líderes menos populares do mundo. A revista até faz uma brincadeira dizendo que Temer, ao lado de nomes como o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e do primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, deixa o presidente americano, Donald Trump, “bem na fita”.
A revista lembra que, apesar dos escândalos recentes, o governo do republicano consegue ter cerca de 40% de aprovação entre os americanos — “acredite se quiser”, alfineta a “Time”.
Já Temer, Maduro, Razak e os outros dois nomes da lista, Jacob Zuma, presidente da África do Sul, e Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia, colecionam impopularidade.
“Seguir uma presidente que sofreu impeachment deveria ser fácil; o nível de exigência estava baixo. Mas o presidente brasileiro, cuja aprovação está em um dígito, descobriu que suceder a Dilma Rousseff não foi um passeio no parque”, diz a matéria, publicada no início desta semana.
Sobre Temer, agora diz:
“O político veterano agora se agarra ao cargo depois que gravações o mostraram aparentemente negociando pagamento de suborno para silenciar um colega político corrupto. Ele pode em breve ser o segundo presidente brasileiro consecutivo que sofre um impeachment, graças a ligações com o escândalo da Lava-Jato”, escreve a revista, que ainda lembra das dificuldades da economia brasileira.
A “Time” cita o autoritarismo de Maduro, as 800 acusações de corrupção enfrentadas por Zuma, o fato de US$ 1 bilhão ter parado em contas pessoais de Razak e as medidas impopulares de austeridade de Tsipras como determinantes para que esses líderes acompanhem Temer na lista.

O Globo

Morre o prefeito de Presidente Vargas, Herialdo Pelúcio



José Herialdo Pelúcio Júnior de 61 anos, prefeito do município de Presidente Vargas morreu na manhã desta quinta-feira (25) em decorrência de um câncer.  Na última terça-feira, o gestor apresentou uma piora no quadro de saúde.
Desde o dia 15 de maio ele estava internado em um hospital da capital maranhense. Até o momento não foram divulgadas as informações sobre o velório e o sepultamento.

Tropas federais em Brasília; uma organização criminosa se protege aplicando a lei

Não há um único brasileiro feliz nos dias de hoje; nenhum completamente seguro de sua fé política no Brasil.

JM Cunha Santos


O país está sem governo pelo simples fato de que não sobrou ninguém para governar. E é paradoxal que homens investigados por formação de quadrilha tenham poderes constitucionais para editar a tal Ação de Garantia da Lei e da Ordem e colocar o Exército e a Marinha nas ruas da capital do país. Os bandidos aplicam as leis.
“Faz escuro, mas eu canto”, disse o poeta Thiago de Melo. E é tudo muito escuro, muito assustador. Quadrilhas formadas por empresários e políticos inviabilizaram as instituições nacionais, inviabilizaram a saúde, a educação, a segurança, o emprego. Faz escuro. Não há um único brasileiro feliz nos dias de hoje; nenhum completamente seguro de sua opção política no Brasil, nenhuma instituição em que se possa confiar. Essas organizações criminosas compraram e leiloaram deputados, senadores, juízes, procuradores, ministros e até presidentes. Há, isto sim, um povo miserável, cansado e furioso, cercado de baionetas e impedido de mostrar que não aguenta mais.
A que patrimônio querem proteger com esse edito militarista? Ao do povo brasileiro, sim. Ao que sumiu nas contas secretas, nos paraísos fiscais, ao que sumiu em malas, sacos e cuecas de dinheiro público, ao escorchante tributo pago pelo povo que virou propina, turbinou os ativos de empresas bilionárias dirigidas por ladrões e garantiu milhares de anos de mandatos eletivos às custas do couro cerzido a faca da população.
O Brasil está sangrando por todos os poros e é ao povo que acusam de vandalismo, é contra o povo que as balas se dirigem, porque ser povo é, de fato, a única coisa ilegal no Brasil. O resto se resolve com foros privilegiados e segredos de Justiça.

As tropas estão nas ruas e mais tropas virão; o povo está nas ruas e mais povo virá. Nada mais parecido com uma coleção de bombas caseiras num estádio de futebol, nada mais propício ao oportunismo tirânico, à violência política doméstica, ao engavetamento das relações humanas, à castração das liberdades e às alternativas mais cruéis de poder.

Ex-funcionários de delegacia em Vargem Grande são presos

Eles são acusados de ter assaltado uma agência bancária no município


A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (24), quatro pessoas acusadas de participarem de uma quadrilha que estaria realizando vários crimes na cidade de Vargem Grande. Um dos presos portava uma pistola .40, de uso exclusivo da polícia.
As investigações iniciaram ano passado e até o momento já prendeu 10 pessoas integrandes da organização criminosa.
Entre os presos desta quarta-feira estão três ex-funcionários da delegacia da cidade.
Marcos Vinicius Rodrigues Viana (Guarda Municipal); Oséias Silva Chaves e Eneias Sousa Costa além de Francisco Lisboa responderão criminalmente pelo assalto a agência do Bradesco na cidade, tentativa de assalto a um carro forte e associação criminosa.

(Jornal Pequeno)

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Está chovendo dinheiro no Congresso Nacional

Em nome disso, lançam o país nos rumos de uma hecatombe política e institucional, um destino desconhecido, de muito sangue, quem sabe, de muita dor.
JM Cunha Santos


E se o povo brasileiro não resistir nas ruas o senhor Michel Temer permanecerá no poder ou, no caso da gangrena mental não chegar a tanto, teremos a opção da eleição indireta com a mais perfeita lista de candidatos: as escolhas serão feitas entre Renan Calheiros, José Sarney, o próprio Michel Temer, Aécio Neves, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia e, se duvidar, o próprio Eduardo Cunha, depois de um habeas corpus imprevisível e da devolução de seus direitos políticos.
Exagero? Num país em que seu presidente não eleito combina a entrega semanal de uma propina R$ 500 mil, durante 25 anos e considera ótimo a compra de juízes e procuradores, tudo pode acontecer. E já está acontecendo. Alguém já se perguntou quanto está custando à carne desossada dos brasileiros o apoio congressual que Temer, a despeito de sua descontinuidade moral, está recebendo? Hienas, senhores, não mordem de graça. E pesa a sensação de que uma grande maioria de parlamentares está disposta a votar pela desgraça do Brasil. Ainda hoje, quatro ministérios tiveram que ser evacuados em virtude de confrontos, houve incêndio no Ministério da Agricultura e danos nos ministérios da Fazenda, do Turismo, do Planejamento, na Catedral Metropolitana, no Museu da República e no Ministério das Minas e Energias.

E tem parlamentar defendendo descaradamente o governo e 17 partidos assinaram a anulação da delação da JBS. Perderam a capacidade de ouvir a população, só conseguem ouvir o tilintar de moedas nos cofres dos Tios Patinhas. Em nome disso, lançam o país no rumo de uma hecatombe política e institucional, um destino desconhecido, de muito sangue, quem sabe, de muita dor.

Corpos de maranhenses mortos em acidente na Argentina chegam na capital nesta sexta-feira



O Consulado e a funerária na Argentina, confirmaram às famílias das vítimas de um acidente envolvendo uma van que aconteceu na estrada próximo à cidade de Mendonza, que os corpos do casal Rosália Bordalo e Paulo Trajano vão chegar na sexta-feira dessa semana, às 14h em São Luís.
Os corpos serão recebidos em uma cerimônia budista no Jardim da Paz, Travessa Clovis Bevilaqua – Cutim Anil, 17h às 18h. O velório será de seis da noite até oito da manhã. A cerimônia de cremação vai acontecer no cemitério Jardim da Paz, Estrada de Ribamar no sábado às 09h.
Na última terça-feira (16), um acidente entre um caminhão e uma van resultou na morte de dois maranhenses na Argentina, entre as cidades de Polvaredas e Uspallata. As vítimas são Rosália Bordalo e o marido, Paulo Trajano. Eles estavam na van em questão, que fazia passeios turísticos na região próxima a Mendonza.
A colisão entre os dois veículos causou também a morte de outros brasileiros. Além do casal maranhense, o motorista da van, Marcelo Moreno (41), e os passageiros José Das Chagas e Marai Trajaner, todos brasileiros. Socorro das Chagas (62 anos) e Juan Martín (34 anos), guia de turismo também envolvidos no acidente, estão hospitalizados. O acidente ocorreu por volta das 11h45.

(MA 10)

Governo do Maranhão estuda substituir carroças à tração animal por carros elétricos em São Luís



Carroças movidas à tração animal poderão ser substituídas por carros elétricos, em breve, em São Luís. A iniciativa, ainda em fase de estudo, é uma proposta do programa estadual Mais Renda, do Governo do Maranhão, para gerar qualidade de vida e melhores condições de trabalho aos carroceiros da Ilha.
O projeto é baseado em experiência da organização sem fins lucrativos ‘Cavalo de Lata’ na cidade de Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul. À frente da ONG, o engenheiro Jason Duani Vargas criou carros elétricos para evitar maus-tratos a cavalos.
O coordenador estadual do programa Mais Renda, Fábio Corrêa, esteve em Santa Cruz do Sul entre os dias 16 e 19 deste mês para conhecer mais sobre a ONG e a parceria desenvolvida com a prefeitura local, que irá alugar os carrinhos para coleta de lixo destinada à reciclagem.
Ainda não há data prevista para a implantação em São Luís, mas a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes) já cadastrou 540 carroceiros divididos em oito polos da cidade, como São Francisco, Cidade Olímpica e Coroadinho, entre outros.
Segundo Corrêa, um dos oito polos será escolhido para testar o projeto. Além da distribuição de carrinhos elétricos, a fase experimental inclui a instalação de um galpão com prensa para reciclagem de lixo em local estratégico do polo escolhido.
“O secretário Neto Evangelista (Sedes) levou o projeto para o governador Flávio Dino, que gostou da ideia e quer implantá-la no Maranhão. O governador vai escolher o primeiro polo a receber o benefício”, diz Fábio Corrêa.
Cavalo de Lata
O modelo de carro elétrico é movido a bateria recarregável em tomada simples, com autonomia para percorrer 60 quilômetros e capacidade para transportar 500 kg. Se o carroceiro percorrer doze quilômetros por dia, andará de segunda a sexta sem recarregar o veículo. O custo por quilômetro percorrido gira em torno de R$ 0,02 a R$ 0,05.
Por meio do Mais Renda, os carrinhos elétricos serão destinados a profissionais de baixa renda que trabalhem com frete de entulho e coleta de lixo. Com a nova tecnologia, além desafogar o trânsito, os veículos trarão melhores condições de trabalho para os carroceiros.
“Melhores condições de trabalho trazem mais qualidade de vida e saúde para esses profissionais. Também visamos o aumento da renda dessas pessoas”, diz Corrêa. O Mais Renda também distribui equipamentos para venda de lanches e prestação de serviços de beleza, além de capacitar e prestar consultoria aos beneficiários.

“Esse projeto é uma forma de diversificar as atividades contempladas pelo Mais Renda, que já envolve o comércio de lanches e serviços de estética e beleza”, afirma Corrêa.

Salangô: De símbolo de corrupção no governo Roseana Sarney a estuário de produção agrícola no governo Flávio Dino

JM Cunha Santos


Foi mais um, entre os formidáveis escândalos de corrupção das administrações Roseana Sarney. Concebido em 1993, através de quatro convênios com a União, que repassou R$ 70 milhões ao estado, o projeto Salangô I jamais seria concluído. Esses recursos, ou se afogaram nas águas do rio Mearim ou desapareceram em contas particulares não identificadas, pois a então governadora sequer se dignaria a instaurar inquérito administrativo para apurar o destino dos R$ 70 milhões. Três órgãos de controle, o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público e a Corregedoria Geral do Estado identificariam o rombo.
Reativado e revitalizado no governo Flávio Dino, o Projeto de Assentamento Estadual Salangô II, localizado no município de São Mateus, é hoje o maior projeto agrícola de irrigação do Maranhão, talvez do Nordeste, com área de 3.600 hectares. Desta feita, como anotaria a presidente do Iterma, Margareth Mendes, para ter direito à posse da terra a pessoa tem que morar em São Mateus, ser agricultor e não empresário, não pode arrendar a terra, tem que trabalhar nela e dar uso social.
O projeto concebido no início da década de 90 previa apenas a plantação de arroz. Hoje, além do arroz, os agricultores plantam melancia, melão, milho verde, maracujá, maxixe, quiabo etc., contando com assistência técnica e sementes, além do apoio do governo para comercialização dos produtos. Até 2016, foram 317 hectares de produção e para 2017 a estimativa é alcançar uma área de 600 hectares, sem contar que a regularização fundiária está permitindo aos agricultores a definitiva titulação de suas terras.

Neste final de semana, uma equipe do governo, acompanhada de jornalistas, estará em visita ao Projeto Salangô. A mesma mídia que no passado denunciou a formidável corrupção em torno do projeto testemunhará a abissal diferença entre dois modelos de administração: o dos Sarney, afundado em projetos desastrosos, megalomaníacos, sem função social e destinados ao desvio de verbas e este que se inaugurou em 2015, transparente e honesto, gerando emprego e renda e que em todos os seus atos privilegia os trabalhadores e estimula a produção. 

Proposta de eleições diretas deve ser votada hoje na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara



Enquanto 14 pedidos de impeachment do presidente Michel Temer transitam na Câmara Federal que ainda aguarda para esta quinta-feira o 15, a ser protocolado pela Ordem dos Advogados do Brasil, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) adiou para quarta-feira (24) a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 227/16, que estabelece eleições diretas em caso de vacância da presidência da República. “A PEC das diretas não foi votada porque a base do governo fez obstrução. Não deixaram sequer o parecer ser lido e discutido. Isso mostra o quanto a bancada governista teme uma nova eleição direta no nosso país”, destacou o deputado Rubens Junior (PCdoB-MA), membro da CCJ.
O PP apresentou o primeiro requerimento de obstrução contra a análise da PEC, por considerar o momento inoportuno do ponto de vista político. A oposição considera primordial a votação. “A bancada do governo está lutando de todas as formas contra a voto direto do povo. Essa manobra mostra o quanto o debate é vivo e oportuno. Todos já sabem que Michel Temer é um ex-presidente em exercício. A discussão é como se dará a sucessão, se será por uma eleição direta ou indireta”, disse Rubens Junior.
Durante a sessão da CCJ, o deputado destacou que uma das funções mais importantes da comissão é fazer o controle preventivo de inconstitucionalidade. “Precisamos analisar a admissibilidade da PEC. Não adianta falar em eleição direta, em golpe, em impeachment. Nada disso importa. O que precisamos saber é se fere ou não alguma cláusula pétrea”.
Rubens Junior ainda se disse curioso para ouvir os argumentos dos deputados da base do governo sobre a matéria. “Impossível dizer que uma eleição direta fere uma cláusula pétrea”, afirmou.
O deputado maranhense garantiu que os partidos de oposição se mantém em obstrução no plenário. “Não se vota nada. Não há um clima de normalidade na casa. Não adianta eles quererem fingir que está tudo bem, pois não está. Não se vota nada, nem no plenário, nem nas comissões, enquanto não se apreciar a PEC das diretas”, finalizou Rubens Junior.
PEC 227/16
A PEC, de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede/RJ), propõe eleição direta para presidente e vice-presidente da República caso os dois percam os mandatos no período entre o penúltimo ano e os últimos seis meses do mandato. Caso a vacância ocorra nos seis meses finais, a PEC mantém a previsão de eleição indireta.
Atualmente, a Constituição Federal prevê que, se tanto o presidente quanto o vice-presidente da República forem derrubados nos últimos dois anos do mandato, a nova eleição deve ocorrer de forma indireta, ou seja, o novo chefe da Nação deve ser escolhido pelo Congresso Nacional. Caso a vacância dos dois cargos ocorra nos dois primeiros anos do mandato, a Constituição prevê nova eleição direta para os cargos – o que não foi alterado por Miro.

Após passar pela CCJ, a matéria será remetida para comissão especial, para analisar o mérito da proposta. De lá, seguirá para o plenário da Casa, onde precisa ser aprovada em dois turnos, por pelo menos 307 deputados.

São Luís caiu de 10ª cidade mais violenta do mundo em 2014 para 33ª em 2016



O estudo que mostrou que São Luís caiu 23 posições no ranking das cidades mais violentas do mundo entre 2014 e 2016 também destaca a transparência e a agilidade da divulgação dos dados pelo Governo do Maranhão.
O ranking foi feito pela ONG Conselho Cidadão para a Segurança Pública. De acordo com o estudo, São Luís teve melhora significativa pelo segundo ano seguido na Segurança Pública.
Em 2014, São Luís era a 10ª cidade mais violenta do mundo. Em 2015, primeiro ano da atual gestão, a cidade já tinha ido para a 21ª posição. E em 2016 caiu para a 33ª. Ou seja, há uma queda contínua, reflexo dos grandes investimentos que vêm sendo feitos na Segurança.
O levantamento diz que os dados divulgados publicamente, por meio da internet, pela Secretaria de Segurança Pública Maranhão são “exemplo de transparência e pontualidade”.
Queda consolidada
Dados de 2017 também mostram a redução da criminalidade na capital maranhense. Os homicídios na Grande São Luís caíram 29% no primeiro quadrimestre de 2017 na comparação com o mesmo período de 2014.

A redução acompanha o aumento do número de policiais no Estado, que pela primeira vez passaram de 12 mil. Também vem havendo forte investimento para equipar a polícia. Até o fim do ano, o Governo do Maranhão vai chegar à marca de 700 viaturas novas entregues no estado.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Terror: não quero mais ser gente

JM Cunha Santos


Aturdido, desativado, menos humano, eis como me sinto diante de facínoras capazes de atentar contra as vidas de crianças. O que aconteceu em Manchester, Reino Unido, durante show da cantora Ariana Grande é mais um sinal de que a humanidade faliu. Filosoficamente, sociologicamente, politicamente, religiosamente, em nada somos melhores que panteras ensandecidas, lobos carniceiros e urubus devorando tripas. Chegamos a um estado de selvageria que ultrapassa tudo o que a natureza inicial possa ter proposto.
Qual o crime de crianças de 8 anos para serem alcançadas pela vingança “divina” de satanazes em busca do poder? O homem continua machucando, desossando, escangotando, esquartejando e explodindo crianças enquanto propõe para si mesmo o paraíso eclesiástico de todos os prazeres e nenhuma dor. Não há o que explique isso. Não há guerras nem injustiças, não há história nem loucura que possam justificar a fúria hedionda e patológica de deixar crianças em pedaços. Não são homens bombas, são monstros bombas e eu não consigo entender que acreditem ser gente, que ousem se sentir filhos de algum Deus ou de qualquer outro ser nos céus ou na face da terra.
De todas as barbaridades históricas, do canibalismo ao nazismo, da tortura ao racismo, essa que explode ou troteia sorrisos inocentes é a que mais nos deixa sem alma. São mães procurando pelas pernas de seus filhos, pelos braços, pelos pensamentos, pelos sorrisos que derreteram no fogo da crueldade. E há quem assuma a autoria de atentados como este como se fora uma glorificação infinita, a tonsura para a eternidade, o caminho aberto para um paraíso que, se Deus permitir, não vai estar lá.
E enquanto aprendemos a construir infernos, meninos nas frentes dos tanques e meninas ensanguentadas, que sequer sabem porque vieram parar aqui, sobrevivem ao mal-estar de crescer entre adultos.

Nego-me, pois, a continuar sendo humano. Não quero que me chamem assim. Não aceito. Não permito. Digam que sou qualquer coisa, qualquer bicho, um lagarto, uma cobra, um mosquito, um vírus, uma bactéria, um lombrigoide. Não me trará nenhuma revolta. Só não me chamem de gente. Eu não quero mais.

Assessor de Temer e ex-governadores são presos e têm R$ 26 milhões em bens bloqueados


Além autorizar a prisão temporária de Tadeu Filippelli, assessor do presidente Michel Temer, e dois ex-governadores do Distrito Federal, José Roberto Arruda (PR) e Agnelo Queiroz (PT), o juiz da 10ª Vara Federal de Brasília determinou que R$ 26 milhões em bens dos três fossem bloqueados, sendo R$ 6 milhões de Filippelli e R$ 10 milhões de cada ex-governador. Foi determinado ainda o bloqueio de bens de mais sete pessoas, totalizando mais R$ 29,1 milhões, além de outros R$ 100 milhões da Via Engenharia.
"Como se trata de treze requeridos, considerando que há gradação entre eles, conforme apontam os autos quanto a condutas e participações, e considerando que a situação dos que sofrerão somente busca e apreensão, pelo menos até o presente momento, é diferente daqueles a quem se requer também a prisão temporária, creio que, por ora, somente devem sofrer a indisponibilidade dos seus bens os primeiros, sem prejuízo de deferimento posterior quanto aos segundos", diz Vallisney no despacho.
Foi determinada também a prisão do dono da construtora Via Engenharia, Fernando Márcio Queiroz. A empreiteira é uma das responsáveis pela obra do estádio nacional Mané Garrincha. A investigação tem por base a delação da Andrade Gutierrez, outra construtora que atuou na obra. Tiveram a prisão temporária decretada também Maruska de Souza Holanda, Nilson Martorelli, Jorge Luiz Salomão, Sérgio Lucio Silva Andrade, Francisco Cláudio Monteiro e Afrânio Roberto de Souza Filho.
O juiz determinou também buscas no escritório de Advocacia Wellington Medeiros. Segundo a delação de executivos da Andrade Gutierrez, o escritório teria sido usado para pagamento de propina dada pela construtora ao ex-governador Arruda.
Outro escritório também foi alvo: Advocacia Alcoforado Associados, do advogado Luiz Carlos Alcoforado. Lá, os agentes deveriam buscar provas relacionadas a Agnelo Queiroz. A suspeita é recebimento de propina, mediante contrato fictício.

Ele também autorizou a condução coercitiva pela Polícia Federal de José Wellington Medeiros de Araújo, Luiz Carlos Barreto de Oliveira Alcoforado e Alberto Nolli Teixeira.
(O Globo)

Rocha Loures entrega mala com R$ 500 mil à Polícia Federal em SP




O deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) entregou na sede da Polícia Federal de São Paulo na noite desta segunda-feira a mala com R$ 500 mil. A informação, antecipada pelo jornal “Folha de S.Paulo”, foi confirmada nesta terça-feira pelo GLOBO. Ainda não se sabe qual será o destino da mala: se será analisada pela força-tarefa em Brasília ou se permanecerá na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo.
Em delação, Joesley Batista afirmou que Rocha Loures foi indicado pelo presidente Michel Temer para tratar de assuntos de interesse da JBS.
Na última vez que a mala havia sido vista, o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures saiu com ela de um estacionamento de uma pizzaria de São Paulo, em 28 de abril, e entrou correndo em um táxi.
A mala foi entregue a ele por Ricardo Saud, diretor da JBS, também delator. A entrega foi filmada pela PF, que não acompanhou o táxi.
A entrega da mala confirma a informação dada pelos investigadores, de que a bagagem estava com o deputado.
Em entrevista à "Folha de S. Paulo" divulgada nesta segunda, o presidente afirma que o deputado é "um homem, coitado, de boa índole, de muito boa índole".
— Não vou dizer isso (que se sente traído por Loures), porque ele é um homem, coitado, ele é de boa índole, de muito boa índole. Eu o conheci como deputado, depois foi para o meu gabinete na Vice-Presidência, depois me acompanhou na Presidência, mas um homem de muito boa índole. Sempre tive a convicção de que ele tem muito boa índole. Agora, que esse gesto (receber R$ 500 mil) não é aprovável — afirmou o presidente.
Na mesma entrevista, o presidente afirma que o relacionamento entre eles era "apenas institucional".
RETORNO SOB GRITOS DE 'LADRÃO'
Rodrigo Rocha Loures retornou ao Brasil na última sexta-feira. Ele estava em Nova York, nos Estados Unidos, e desembarcou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, sob gritos de "ladrão". Quando estourou a delação da JBS, o deputado disse que voltaria ao país para prestar os devidos esclarecimentos. Ao chegar, afirmou que esclareceria a história "no momento adequado".

Três partidos já protocolaram, nesta segunda-feira, pedidos de cassação do mandato de Loures por quebra de decoro parlamentar: Rede, PSB e PSOL. Os pedidos foram feitos junto ao Conselho de Ética da Câmara, que decidirá se vai ou não abrir processo. O deputado já está afastado do mandato por ordem do ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

( O GLOBO)

Prefeito Edivaldo condena políticos profissionais que disseminam mentiras na tentativa de atingi-lo

JM Cunha Santos


Em vídeo divulgado esta semana, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior afirmou que sua agenda se divide entre a Prefeitura, as comunidades e visitas às obras municipais. Ele disse também que São Luís vem sendo castigada por fortes chuvas, que somente em janeiro e fevereiro deste ano choveu o dobro do mesmo período do ano passado e que é impossível fazer obras de asfaltamento e drenagem ante um inverno tão rigoroso. “Tenho responsabilidade, não posso jogar o dinheiro público, o seu dinheiro, pelo ralo”, acrescentou.
Edivaldo, assim, deu uma resposta às constantes declarações de que ora estaria ausente da Prefeitura, ora estaria ausente dos bairros e condenou os políticos profissionais e seus grupos organizados que usam as redes sociais “Para disseminar informações mentirosas tentando me atingir”. O prefeito reiterou que não foi eleito para fazer política e sim para fazer a gestão responsável que a cidade precisa. “Para trabalhar por nossa cidade, eu não preciso estar o tempo todo na mídia, usando os problemas para fazer proselitismo político”, disparou.
O prefeito convidou a população para acompanha-lo nas redes sociais, oficiais afirmando que assim todos terão conhecimento de onde ele está e do que está fazendo, sem dar seguimento a falsos boatos.

Condenando, embora sem citar nomes, políticos como Eduardo Braide e Wellington do Curso que apoiados em grupos por eles mesmos organizados nas redes sociais, espalham que o prefeito sumiu, Edivaldo disse que a campanha acabou, convidou todos a deixarem o palanque e afirmou: “Todos nós que recebemos o voto consciente da população devemos trabalhar pela cidade”, o que, obviamente, estes parlamentares jamais fizeram.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

PF busca taxista que levou Rocha Loures com mala com R$ 500 mil

Do G1


A Polícia Federal tenta localizar o taxista que buscou o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), um dos aliados mais próximos a Michel Temer, após receber uma mala na qual estariam R$ 500 mil, de propina.
Ex-assessor especial do presidente da República, Rocha Loures foi gravado por agentes federais saindo de uma pizzaria, na zona sul de São Paulo, carregando uma mala com dinheiro repassada pelo dono da JBS, Joesley Batista, para que o peemedebista defendesse interesses da empresa em um processo em tramitação no Cade.
Na gravação, o deputado do PMDB aparece, inicialmente, na porta do restaurante sem nada nas mãos. Ele olha para os dois lados e, então, entra novamente no restaurante.
Logo depois, Rocha Loures reaparece na fachada do estabelecimento comercial com uma mala. Antes de sair, ele volta a olhar para a rua e corre até um táxi que o espera nas proximidades. O parlamentar entra no veículo e vai embora.
É este taxista que a PF procura para tentar avanças nas investigações, segundo apurou o Blog. As outras malas entregues com dinheiro já foram encontradas. Falta apenas essa mala usada na pizzaria.
As investigações apuram se a propina entregue a Rocha Loures foi repassada ao presidente Michel Temer. Em depoimento à Procuradoria Geral da República, o executivo Ricardo Saud, da holding J&F, que controla a JBS, afirmou ter "certeza absoluta" que o dinheiro foi destinado a Temer.

Operação usada por Temer como motivo para receber dono da JBS só ocorreu 10 dias após encontro

A assessoria da Presidência informou que o presidente se enganou na resposta dada
O Globo


BRASÍLIA - O presidente da República, Michel Temer, disse acreditar que o motivo para ter recebido a visita do empresário Joesley Batista, da JBS, na calada da noite no Palácio do Jaburu no dia 7 de março foi a Operação Carne Fraca, mas tal investigação só foi deflagrada dez dias depois, no dia 17 de março. Em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo”, o presidente justificou a operação que abalou o setor de carnes como motivo para o encontro. Segundo a assessoria da Presidência, Temer se enganou na resposta.
— Mas veja bem. Ele é um grande empresário. Quando tentou muitas vezes falar comigo, achei que fosse por questão da Carne Fraca. Eu disse: “Venha quando for possível, eu atendo todo mundo” — disse Temer na entrevista.
O encontro de Temer por Joesley ocorreu no dia 7 de março, como confirmado por ambos, e é possível ouvir no áudio pela programação da rádio CBN, que o empresário ouvia em seu carro quando entrou no Palácio do Jaburu.
A Operação Carne Fraca, porém, só foi deflagrada dez dias depois. O governo disse, na ocasião, ter sido pego de surpresa com a investigação, que mostrou fiscais agropecuários cobrando propina de empresas do setor e levantou dúvidas sobre a qualidade da carne brasileira. Um funcionário da JBS foi citado naquela Operação.
Temer afirmou ainda na entrevista não saber do fato de que Joesley era investigado. Dias antes do encontro, porém, teve amplo destaque no noticiário o fato de o Ministério Público ter pedido o bloqueio de bens do empresário em uma das investigações. Joesley já era alvo das Operações Sépsis, Greenfield e Cui Bono? quando foi recebido por Temer e lhe revelou qual a estratégia que vinha desenvolvendo para se livrar das investigações.

A assessoria da Presidência da República informou ao GLOBO, por telefone, que o presidente se enganou na resposta dada à Folha.

Polícia prende acusado de assassinar a ex-mulher em Imperatriz



A Polícia Militar prendeu, nesse domingo (21), Adriano Alves de Oliveira, acusado de ter assassinado, na última sexta-feira (19) sua ex-mulher, a jovem Andressa de Oliveira Araújo. Adriano foi preso em sua residência. Com ele a polícia apreendeu a arma usada no crime, um revólver calibre 38 e cinco munições.
Em depoimento ele confessou o assassinato alegando ciumes. Ele disse que comprou a arma com a intenção de matar o atual namorado de Andressa.
Frio, ele deu detalhes do crime porém afirmou que estava sob efeito de drogas. Após o crime ele disse que se escondeu em uma construção abandonada, próximo ao local do assassinato. Com fome, resolveu ir para casa e foi neste momento que os policiais conseguiram prendê-lo.
O casal estava separado há dois meses. Ele foi a casa da vítima com a desculpa de ver os filhos. Ao adentrar o imóvel teria disparado dois tiros que não acertaram Andressa. Acuada, ela teria corrido e, neste momento, mais dois tiros foram disparados, acertando o peito da jovem. Mesmo caída, Adriano ainda teria atirado mais duas vezes, atingindo o rosto da vítima.

Jornal Pequeno

Seis dos detentos que fugiram já foram recapturados



A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informa que na noite deste domingo (21) houve uma fuga da Unidade Prisional de Ressocialização de São Luís 6 (UPSL 6), antigo CDP. Seis detentos foram recapturados, 24 permanecem foragidos e dois internos morreram, após imediata resposta do Grupo Especial de Operações Penitenciárias (Geop), que controlou a situação no local.
A fuga se deu depois que parte do muro da unidade prisional foi explodido pelo lado de fora, por pessoas ainda não identificadas, e detentos de duas celas do Pavilhão Gama, que serraram as grades e conseguiram passar pelo buraco causado pela explosão.
Após troca de tiros entre bandidos e agentes penitenciários do Geop de plantão, dois internos vieram a óbito, um no local e outro no hospital. Policiais civis e militares também foram acionados, e seguem no encalço dos evadidos.
A gestão prisional ressalta que, por estar separada do Complexo Penitenciário de São Luís, a UPSL 6 é a única unidade prisional masculina que ainda não dispõe de Portaria Unificada e inspeção por BodyScan, a exemplo das demais que compõe o complexo carcerário.
O caso é investigado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), por meio do Departamento de Combate ao Crime Organizado (DCCO) da Superintendência de Estado de Investigações Criminais (Seic), que terá 30 dias para a conclusão do inquérito policial.

Nos últimos dois anos, o Governo do Estado investiu forte na segurança e na revitalização do complexo, e conseguiu zerar o número de homicídios intramuros, tirando o Maranhão do topo para último no ranking que mede a taxa de violência nos presídios do país.

domingo, 21 de maio de 2017

OAB decide apresentar à Câmara pedido de impeachment de Temer

Conselho Federal da entidade se reuniu neste sábado em Brasília. Das 27 representações estaduais e do Distrito Federal, 25 votaram pela abertura de processo de impeachment.
Por G1


Depois de mais de sete horas de reunião, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu na noite deste sábado (20), por 25 votos a 1, aprovar o relatório que recomenda que a entidade ingresse com pedido de impeachment do presidente Michel Temer. O pedido será protocolado nos próximos dias na Câmara dos Deputados.
Cada voto representa a OAB de um estado ou do Distrito Federal (DF). O Acre, ausente, não votou. A representação do Amapá foi a única a votar contra o pedido de impeachment. Todos as demais unidades da federação votaram a favor do pedido.
O relatório foi elaborado por uma comissão formada por seis conselheiros federais e concluiu que “as condutas do presidente da República, constantes de inquérito do STF, atentam contra o artigo 85 da Constituição e podem dar ensejo para pedido de abertura de processo de impeachment”.
Na votação, o Conselho Pleno da OAB decidiu pelo pedido de abertura de processo de impeachment por considerar que o presidente Michel Temer cometeu crime de responsabilidade.
Temer é alvo de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizado pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato, para que ele seja investigado por suspeita de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.
O presidente nacional da OAB, Claudio Lamachia, afirmou que o momento é de "tristeza".
“Estamos a pedir o impeachment de mais um presidente da República, o segundo em uma gestão de um ano e quatro meses. Tenho honra e orgulho de ver a OAB cumprindo seu papel, mesmo que com tristeza, porque atuamos em defesa do cidadão, pelo cidadão e em respeito ao cidadão. Esta é a OAB que tem sua história confundida com a democracia brasileira e mais uma vez cumprimos nosso papel”, disse.
A comissão da OAB que elaborou o parecer pró-impeachment foi formada logo depois da revelação dos áudios e do teor da delação à Procuradoria Geral da República (PGR) dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da empresa JBS. Integraram a comissão Ary Raghiant Neto (MS), Delosmar Domingos de Mendonça Júnior (PB), Flávio Pansieri (PR), Márcia Melaré (SP) e Daniel Jacob (AM).
A comissão apontou falha do presidente ao não informar às autoridades a admissão de crime por Joesley Batista, que na noite de 7 de março deste ano usou um gravador escondido para registrar diálogo com Temer durante encontro na residência oficial do Palácio do Jaburu. Na ocasião, Joesley disse que teria corrompido um juiz, um juiz substituto e um procurador da República.
Segundo a comissão, Temer faltou com o decoro ao se encontrar com o empresário sem registro da agenda e supostamente ter prometido agir em favor de interesses dele. Para a comissão, ao não informar sobre cometimento de ilícitos, Temer incorreu em omissão, infringiu a Constituição, a Lei do Servidor Público, cometendo crime de peculato.
Defesa queria mais tempo
Durante a reunião do Conselho Federal da OAB, o advogado Gustavo Guedes, em defesa do presidente Michel Temer, pediu mais tempo para apresentar defesa diante do órgão. Carlos Marun, advogado e deputado do PMDB, também pediu que o conselho aguardasse uma perícia sobre os áudios antes de decidir.
Mas o pedido da defesa foi rejeitado. Na votação, 19 das 27 bancadas que representam os estados se manifestaram pela rejeição dos argumentos da defesa. Sete bancadas (AL, AP, DF, MA, MT, PR e SC) foram favoráveis ao pedido da defesa. A bancada do Acre não votou.
Votaram pela rejeição do pedido de Temer e pelo prosseguimento da análise do relatório da comissão da OAB, favorável ao impeachment, as bancadas de AM, BA, CE, ES, GO, MS, MG, PA, PB, PE, PI, RJ, RN, RS, RO, RR, SP, SE e TO.
Na discussão do mérito do relatório da comissão, os conselheiros também abordaram a questão da possibilidade de eleições diretas ou indiretas para a Presidência da República.
Alguns conselheiros argumentaram que o Congresso não tem legitimidade para promover uma eleição presidencial indireta; outros argumentaram que aprovar uma proposta de emenda constitucional (PEC) sobre a eleição direta poderia significar casuísmo.
Ex-presidente nacional da OAB, Cézar Britto defendeu a "consulta ao povo" como saída para a crise. Argumentou ainda que a análise do caso tem de ir além da perícia dos áudios e considerar o contexto. Ressaltou o fato de que até agora não foi desmentido que os que cometeram ilícitos agiram em nome do presidente. Britto também declarou que "é preciso reagir à delação premiadíssima", e que o MP não pode devolver apenas parte do patrimônio desviado. Ainda nessa linha, ele argumentou que, nesta delação premiadíssima, devolve-se metade do que foi roubado e legaliza-se o resto.
O presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, defendeu a solução pela Constituição – ou seja, a eleição indireta.
Joaquim Felipe Spadoni, conselheiro de Mato Grosso, argumentou contra o "achincalhe" da colaboração premiada. Numa dura crítica aos empresários da JBS, afirmou que a sociedade não consegue acreditar que criminosos estão livres passeando em Nova York. Falou a favor de se pensar em medidas alternativas.
Raimundo Palmeira, conselheiro de Alagoas, argumentou que quem se relaciona com bandido confesso não tem condições de comandar uma nação.
Henri Clay Andrade, presidente da OAB-SE, disse que é preciso "bater forte" na "farra da delação premiada". E que o "prêmio" dado à JBS é um escândalo de grandes proporções. E que não vai haver estabilidade política se for eleito um presidente no conchavo de deputados e senadores.
Nos discursos, os conselheiros também defenderam a necessidade de Reforma Política.
Temer questiona audio
A defesa do presidente Michel Temer protocolou, por volta das 16h deste sábado, petição no STF em que pede a suspensão do inquérito que o investiga por suspeita de corrupção passiva, obstrução à Justiça e organização criminosa.
Mais cedo, em pronunciamento no Palácio do Planalto, Temer havia afirmado que pediria a suspensão do inquérito após reportagem da "Folha de S. Paulo" informar, com base na opinião de peritos ouvidos pelo jornal, que houve edição no audio da conversa entre ele e o dono do frigorífico JBS, Joesley Batista.
Pedidos de impeachment

O Conselho Federal da OAB é a instância de deliberação que decidiu favoravelmente ao impeachment dos ex-presidentes Fernando Collor e Dilma Rousseff. A OAB também foi instada a se manifestar, na época, sobre pedidos de impeachment dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luiz Inácio Lula da Silva, mas entendeu que não era o caso.

Artigo de Flávio Dino: Apoio aos empresários do Maranhão



Coube-nos governar nosso Estado numa das fases mais difíceis da história do Brasil. Somam-se recessão econômica, crise política e institucional, com severas repercussões fiscais e sociais, em todo o país. Para enfrentar mares tão bravios, é preciso ter firmeza no leme, sabedoria na navegação e muita união de todos que estão no mesmo barco.
A união que temos buscado não é fruto da ausência de divergências, mas sim da priorização das convergências possíveis, mediante amplo diálogo. Temos exercido esse método por vários caminhos: orçamento participativo, fóruns, seminários, conferências, conselhos, caravanas.
Esta semana, demos mais um passo na concretização desse método de governo. Em evento com empresários na FIEMA, em 2014, assumi o compromisso de manter o diálogo aberto com o setor para criar um ambiente de negócios favorável a todos, com total respeito à legalidade. É o que temos feito desde o início e agora aprofundamos com a Caravana pelo Desenvolvimento Empresarial.
Logo no primeiro mês de governo, criei o Conselho Empresarial do Maranhão, reunindo as principais instituições estaduais do setor para debater formas de ampliar o desenvolvimento de nosso estado. Neste fórum, debatemos diversas medidas tomadas por nosso governo, como o Programa Mais Empresas, a revisão da tabela do SIMPLES, incentivos fiscais setoriais e simplificação de procedimentos de licença ambiental.
Nos diálogos com os empresários, também temos tratado da necessária responsabilidade fiscal, especialmente nessa hora de crise tão aguda. Fico satisfeito de saber que estamos no caminho certo quando vemos que a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) nos coloca em 2° lugar no ranking dos estados com melhor situação fiscal. Essa gestão responsável, cortando desperdícios, é que tem nos permitido atravessar a crise nacional sem os mesmos infortúnios de outros estados, que convivem com atrasos de salários e cortes de serviços essenciais.
A responsabilidade fiscal é fundamental para a sociedade, pois imaginemos os efeitos sobre o comércio maranhense se o Estado não pagasse os seus servidores públicos. Ou se paralisássemos as 890 obras que mantemos, imprescindíveis para a geração de oportunidades para milhares de empresas e trabalhadores. Nossa disciplina fiscal também tem garantido a ampliação de serviços públicos e investimentos. Hoje temos mais escolas, policiais, hospitais, viaturas policiais, ambulâncias, unidades do VIVA e restaurantes populares do que no passado.
Visando ampliar esses avanços, demos início esta semana à Caravana pelo Desenvolvimento Empresarial, que percorrerá 20 cidades de todas as regiões para ouvir dos empresários sugestões de parcerias visando ao crescimento de nosso estado.
As Caravanas também são um momento de apresentar aos empresários nosso novo programa, o Maranhão Juro Zero. Por meio dele, o Governo do Maranhão irá cobrir os gastos com juros em empréstimos junto ao Banco do Brasil para micro e pequenos empresários. Com essa ação, pretendemos movimentar R$ 92 milhões na economia do estado.  O programa é dividido entre as 21 microrregiões do estado, proporcionalmente ao número de empresas ativas.

Com ações como essas e dialogando com os empresários nas Caravanas, vamos criando um ambiente de negócios mais equânime a todos. Sem favorecimentos ou privilégios típicos do passado (que não voltará). Convido a todos os empresários do Maranhão a participar das próximas edições da Caravana Empresarial, participando da construção de um Maranhão de Todos Nós.