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quinta-feira, 2 de julho de 2015

Seis meses ou a vida sem jabutis

Editorial JP, 2 de julho

Provavelmente é um exagero dizer que o comunismo é o enigma da História resolvido. Mas no particular caso desse Estado, mesmo sem a adoção do regime, e em apenas seis meses, os comunistas no poder resolveram o formidável enigma da corrupção escalavrada que por quase 50 anos debilitou economicamente o Maranhão. A irrupção espontânea de um novo modelo político em substituição ao sarneisismo, por absoluta decisão das massas, deu passos impressionantes para anular a ação dos grupamentos corruptos que expropriavam ao povo qualidade de vida, desenvolvimento e alegria de viver.
Bastaram seis meses para que o governo Flávio Dino sufocasse a agiotagem nos cofres públicos, desmantelasse propinodutos carcomidos, desse combate ao crime organizado, estancasse uma colossal avalanche de privilégios e, praticando histórica inversão de prioridades, redirecionasse ao Estado o esquecido contrato social entre povo e governo sobre o qual, ainda na Idade Média, discorria majestosamente Jean Jacques Rousseau.
E essa desconhecida presença da moralidade na administração pública provocou, de um lado, reações furiosas de indolentes apaniguados e, de outro, o espanto superior e positivo que hoje garante ao governador Flávio Dino a aprovação de quase 75 % da população.
Programas sociais como Mais IDH, Água Para Todos, a readequação funcional dos servidores públicos a partir de reajustes em índices inesperados, como no caso dos professores e policiais, incentivos à produção, redução de impostos e outros estímulos ao empreendedorismo que garantiram 11.658 novos negócios no Estado, apesar da crise econômica vivida no país, fazem retornar ao povo a esperança que o patrimonialismo político tomou.
Para usar uma imagem criada pelo próprio governante, tinha jabuti demais roendo recursos públicos nas árvores do Palácio dos Leões. Tinha jabuti na árvore da segurança pública, do Detran, na árvore da Educação, na árvore da Saúde, em dezenas de prefeituras assaltadas pela agiotagem. Tinha jabuti até em plantas menores, como as do Univima, da Empresa Maranhense de Administração Portuária – Emap que saiu do prejuízo para 1.000 % de lucro assim que de lá retiraram os jabutis.
Esses animais se espalharam como praga e estavam roendo até os arbustos, como a Fundação da Memória Republicana, onde comeram tudo e não deixaram nada para ninguém. Jabutis treparam também na Secretaria da Cultura e a diversidade cultural maranhense, de riqueza turística e histórica passou a riqueza de uma meia dúzia de jabutis.
Retirando um jabuti aqui outro ali sobrou dinheiro para reconstruir o contrato social com uma população desesperançada e até então indignada com a corrupção institucional que degradava o Maranhão. Sobrou dinheiro para construir com a Prefeitura uma parceria pela pavimentação de São Luís, para poços artesianos, para a revitalização do Italuis, para pavimentação em pelo menos 20 municípios.

E os donos dos jabutis se descabelam furiosos, pois não mais encontram meios de transferir o dinheiro do povo para paraísos fiscais. 

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