agrava crise nas prefeituras
Presidente da Famem Raimundo Lisboa
O presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão, Raimundo Lisboa, em entrevista concedida à imprensa, convocou os prefeitos maranhenses a participarem ativamente do Dia Nacional em Defesa dos Municípios que acontece em 23 de outubro em todo o país.
A data é conseqüência da mobilização ocorrida no dia 23 de setembro quando mais de 1000 prefeitos convocados pela CNM se reuniram em Brasília para protestar contra cortes no Fundo de Participação, Fundeb e outras transferências constitucionais e escolheram o 23 de outubro como Dia Nacional em defesa dos Municípios.
Lisboa afirmou que não se trata de um movimento de paralisação, que os gestores não pretendem fechar prefeituras nem parar o país. “O objetivo é expressar aos brasileiros o reflexo da realidade econômica, dar conhecimento de nossas dificuldades” afirmou. Para tanto, o presidente da Famem está sugerindo que os prefeitos façam reuniões explicativas com lideranças tais como conselhos municipais, líderes comunitários e religiosos, empresários, sindicatos e autoridades como juízes, vereadores e promotores.
É válido também organizar palestras sobre a crise junto aos servidores dos municípios, encontros ou atos cívicos e culturais públicos. Outras sugestões são afixar cartazes em ambientes de grande circulação, distribuir panfletos ou mesmo usar carros de som para marcar o Dia Nacional em Defesa dos Municípios.
Segundo Raimundo Lisboa, é imprescindível que nesse dia os prefeitos convoquem a imprensa e ocupem espaço nos diversos meios de comunicação de sua cidade, participando de programas de rádio e televisão, concedendo entrevistas ou publicando matérias em jornais.
“A crise está aí, é real”, disse o presidente da Famem lembrando que o repasse do dia 10 não veio na proporção esperada e, portanto, é provável que o Governo Federal não honre o acréscimo de 15% também nos dias 20 e 30 deste mês como estava previsto.
Baseado nessa queda de arrecadação, o prefeito Raimundo Lisboa alerta os gestores municipais para que não confiem no aumento previsto de 33% para o repasse de novembro. “É provável que, assim como não cumpriram o que ficou acertado para o mês de outubro, façam o mesmo no mês de novembro” desconfia. “A palavra chave nesse momento é contenção de gastos em todos os setores. A situação pode ficar muito pior”, alertou Raimundo Lisboa
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