Há uma luta surda entre os ministérios da Saúde e da Justiça e que vai depender de arbitragem da presidente Dilma Roussef. Diz respeito à necessidade e possibilidade da internação compulsória dos viciados em crack em casos extremos, ou seja, quando o viciado não tem mais discernimento e corre risco de vida. O Ministério da Saúde defende a internação, o Ministério da Justiça é contra.
Segundo a revista Veja, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, não se conteve e passou a madrugada em uma cracolândia de São Paulo, conversando com viciados e traficantes. Saiu de lá ainda mais convencido da necessidade da internação compulsória (contra a vontade) das vítimas do crack.
Não faz muito tempo a mesma revista publicava entrevista de um psiquiatra inglês defendendo a punição penal dos viciados. Ontem, em discurso na Assembléia, o deputado Neto Evangelista divulgava denúncia de que circulam R$ 30 mil por noite no tráfico no minúsculo município de Zé Doca. Nem se queira saber o volume de recursos circulante em todo o Maranhão. O caso é muito sério, pois ninguém duvida de que o tráfico de drogas patrocina outros crimes como contrabando, tráfico de armas, furtos, assaltos a mão armada e homicídios.
Na Assembléia, instala-se, hoje, a Frente de Combate ao Crack e Outras Drogas, presidida pelo deputado Alexandre Almeida e constituída também pelos deputados Bira do Pindaré, André Fufuca, Valéria Macedo e Vianey Bringel.
A Frente vai propor discussões para o combate às drogas no Estado com organizações governamentais e não governamentais. E é claro que dificilmente escapará do debate em torno da internação forçada. Somente até abril de 2011, o Disque-Denúncia recebeu 16.740 denúncias relativas ao tráfico de entorpecentes.
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