JM Cunha Santos
Sente-se no ar um cheiro de complô, a ação organizada de uma classe política que se assusta com o volume de obras da Prefeitura de São Luís. Nas avenidas principais da cidade, em logradouros demograficamente habitados como Anjo da Guarda, Cohatrac, São Raimundo, Jardim Tropical. Apoiados em ações do Ministério Público, os políticos lamentam o monumental volume de lixo recolhido pela Prefeitura nas ruas de São Luís, como se preferissem a lama e a fedentina de administrações passadas; trabalham para que se paralisem as obras de pavimentação e revitalização das avenidas, para que o Cohatrac não seja asfaltado, nem o São Raimundo, nem o Jardim Tropical, nem o Anjo da Guarda, nem bairro nenhum. A oposição, mais uma vez, perde o foco, mesmo diante do berro de mais de 100 mil almas de todo o país no Rock in Rio.
O pretexto seria a ausência de licitações ou coisa parecida. Mas sabemos que não é assim. São as eleições. A deputada Eliziane Gama (PPS) quer-se candidata a prefeita mesmo contra a vontade do Partido; os comunistas ainda sonham com Flávio Dino na Prefeitura; os petistas, sendo governo, também estão falando em candidatura própria.
Com Rock in Rio e tudo, com as redes sociais sangrando pela saída dos Sarney do poder, a oposição comete o mesmo erro de sempre: se esfacela, se corrói por dentro, disposta a dar mais um prêmio político ao grupo Sarney: a Prefeitura Municipal de São Luís.
Cegos, não observam a história, só vêem o crescimento pessoal, só a brasa na própria sardinha. E, por isso, fazem do prefeito João Castelo o alvo preferencial de seus ataques, da mesma forma que Sarney, da mesma forma que a imprensa de José Sarney. Depois da derrota, dirão que o senador é o maior gênio da política brasileira. Não é não. A oposição maranhense é que é burra.
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