JM Cunha Santos
Nada mais hilário que uma nota assinada por Carlos Newton publicada no Informe JP, sob o título “Aprendendo a não roubar”. Refere-se a um curso contratado com a Controladoria Geral da União para 100 funcionários do Ministério do Turismo, após o escândalo que derrubou toda a cúpula do Ministério e o próprio ministro Pedro Novais.
É válido. E mais valia tivera se as Universidades da Corrupção instaladas no Brasil após o governo Lula não estivessem em pleno funcionamento, com direito a sursis para os alunos, segredo de Justiça, anulação de provas etc. O caso é que algumas das matérias nas grades curriculares dos Cursos de Corrupção são de muito fácil aprendizagem.
Alguns exemplos são “Movimentação na Tesouraria”, “Maracutaia Geral”, “Desviologia Incontrolável”, “Propinologia Geométrica”, “Empréstimos a Fundo Perdido e Empréstimos Perdidos no Fundo”, “Cuecas Bancárias”, “Mensalões Inocentáveis”, “Proteção contra a Imprensa”, “Proteção Contra a Polícia Federal”, “Proteção Contra a Justiça” e “Escândalos Favoráveis”.
Assim, por maior que seja a boa vontade da Controladoria Geral da União, dificilmente seus cursos farão frente a nossos mestres acadêmicos em corrupção. Poderíamos citar alguns desses mestres, mas como consta de seus currículos a matéria “Proteção Contra a Imprensa”, geralmente, nestes casos, os jornalistas é que acabam processados, desempregados ou vão parar na cadeia.
Em tempo: Enquanto o curso da CGU é de mera Iniciação, do Oiapoque ao Chuí, todos os grandes mestres em corrupção desse país têm mestrado e doutorado na Universidade de Corrupção do Maranhão. Com professores do gabarito de Fernando Sarney e outros. O endereço dela, é claro, não vamos divulgar.
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