JM Cunha Santos
No Maranhão estão instaladas empresas cujos lucros trimestrais são conferidos em bilhões de dólares. A Vale é uma dessas empresas e mereceu severas críticas dos deputados Stênio Rezende, Eduardo Braide, Rogério Cafeteira e Zé Carlos em virtude da suspeita de que estaria agindo para impedir a duplicação da BR 135 no Maranhão.
Uma sucessão de erros sempre cercou a relação entre os governos estaduais e esses empreendimentos bilionários. Quase todos eles receberam terras demais, isenções tributárias por períodos muito longos e também é fato que não cumpriram a promessa de aproveitar a mão de obra maranhense. Sem contar que as raras indenizações feitas foram avaliadas por baixo. Pescadores ficaram sem rios, lavradores sem plantações e a especulação imobiliária tomou conta do Estado. Coisas como estas provocaram confusões sem fim e sempre em prejuízo do povo. Populações tiveram que ser deslocadas e para isso usaram a própria polícia do Estado.
A chegada de novas empresas nacionais e multinacionais bilionárias ao Maranhão foi um dos principais artifícios da campanha da governadora Roseana Sarney em 2010. Os efeitos são os mesmos: populações terão que ser deslocadas ou fugir não se sabe para onde e os maranhenses não terão mais onde vender seu peixe nem plantar suas verduras. Entretanto, as relações errôneas entre o governo e esses grandes projetos se mantêm. Estão sentindo na pele, agora, o que já deveriam ter sentido há muito tempo: que não há limites para o poder dessas empresas. A Vale, com todo o dinheiro de que dispõe, pode atrapalhar e muito a duplicação da rodovia da morte no Maranhão.
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