sábado, 15 de outubro de 2011

Jornalistas assassinados

JM Cunha Santos

Quando se comemora o centenário do jornalista Othelino Nova Alves, assassinado em São Luís no ano de 1967, na esteira de sua destemida atividade jornalística, um encontro da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) expõe os perigos dessa profissão. Relatório da 67 Assembléia Geral da SIP revela que nos últimos seis meses 21 jornalistas foram assassinados no exercício da profissão.

Conforme noticiou o Jornal Pequeno, o documento sobre o Brasil, a ser apresentado por Paulo de Tarso Nogueira, vice-presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa, traz um total de 23 crimes e violações contra a liberdade de imprensa. São 4 assassinatos, 2 prisões, 8 agressões e 6 novos casos de censura determinada por juízes de vários estados do país.

Jornalistas estão no centro de todos os mais graves acontecimentos de qualquer Nação. São correspondentes de guerra, de levantes populares como os da Grécia e do Egito, atazanam as vidas dos corruptos, como no caso do Brasil, denunciam homicídios, banditismo, agressões e tortura, abuso de poder, de forma tal que inimigos os mais inesperados sempre haverão de surgir nas vidas profissionais de todos eles.

Aproveitando a Indicação do deputado Carlos Amorim que facilita a aquisição de veículos particulares blindados para desembargadores, juízes federais e de direito e membros do Ministério Público estadual e federal que tenham atuação efetiva no Maranhão, seria o caso de estender esse direito também a determinados jornalistas. Por exemplo: os que fazem cobertura de eleições em determinadas cidades do interior do Estado; os que atuam junto a madeireiros e latifundiários responsáveis por expulsar o homem do campo de suas terras; os destacados para o Rock in Rio quando Sarney se fizer presente, mas, principalmente, os encarregados da cobertura de encontros entre o senador João Alberto e os quilombolas.

São, indubitavelmente, situações de risco que exigem alguma prevenção do poder público. Afinal de contas, morrem muito mais jornalistas que juízes na guerra contra a bandidagem. Todo tipo de bandidagem.

Um comentário:

  1. Cunha Santos.

    Assassinar Jornalista aqui no Maranhão já é coisa antiga eu estava pesquisando, e encontrei um jornalista aassassinado por um desembargador na década de cincoenta aqui no Maranhão, e estemagistrado não ficou um dia preso,O nome desta Jornalista era VIlela de abreu, etrabalhou por muito tempo no JornalPequeno além de advogar sem cobrar nada de seus contratantes, morreu pobre e ainad deixou 16 flihosque não sabemos por onde andam, esta pratica eu que já sou velho, fico me lembrando quando Sarney mandou espastelar o Jornal Pequeno.

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