sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O vírus

JM Cunha Santos

O inesgotável humorista Macaco Simão classificou a presidente Dilma Roussef como medalha de ouro em arremesso de ministros. Mas essa Olimpíada ainda não acabou. Na nossa humilde opinião muitas dessas excelências ainda vão desabar sobre as cabeças do povo brasileiro.

Afinal, não há mais dúvidas de que o vírus da corrupção se entranhou no corpo da República como um câncer generalizado no corpo humano. O caso é de falência múltipla dos órgãos. Dos órgãos públicos, bem entendido. Não há tratamento possível, não há cura prevista, a medicina e a ciência ainda não encontraram meios sequer de isolar o vírus PT/PMDB que, já instalado em outras células, (partidárias) se espalha com maior velocidade que o vírus da gripe suína que atingiu quase o Brasil inteiro. Só matando todos os porcos.

Esse vírus tem mostrado resistência a todas as substâncias já testadas, como gritos e berros da juventude nas redes sociais, insultos de baixo calão no Rock in Rio, passeatas de protesto nas ruas do país, caras-pintadas, máscaras de terror, denúncias da imprensa, mas ele se mantém lá, incólume, roendo por dentro a República, a democracia, o estado de Direito e a dignidade.

Os pesquisadores, 200 milhões em todo o país, estão enlouquecidos, pois a cada investida o parasita mais se fortalece, provocando todo tipo de doença, principalmente aquelas originárias da inanição, do analfabetismo e da pobreza acumulada. Além do que é muito contagioso e quase sempre hereditário.

Responsáveis por todas as epidemias da Nação, seus seguidores se alteram, se alternam, fortalecidos por atividades anti-higiênicas nos poderes públicos e dispostos a matar todos os organismos vivos que encontrarem pela frente. Até que mais ninguém possa respirar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário