JM
Cunha Santos
Às
18 horas da terça-feira, um aviso surpreendeu Isos e lisos no Hiper Bom Preço
do Shopping São Luís: nenhuma operadora de cartões de crédito e débito estava
respondendo. Pagamentos, portanto, só em dinheiro. O que teve de figuraças,
figurões e empobrecidos abandonando carrinhos cheios de compras nos corredores
nem deu para conferir.
A
essas alturas já corria a notícia de que a cidade de Barreirinhas, principal
pólo turístico do Maranhão, havia passado todo o final de semana sem energia
elétrica em mais um dos chocantes apagões do ministro Edison Lobão. Mas, pelo
menos por enquanto, era possível suportar.
Era.
Foi só esperar a manhã de quarta-feira para dar de cara com um apagão
eletrônico geral nas operadoras de telefonia móvel e em quase todas as bandas e
quimbandas, largas e estreitas, da internet. Ninguém conseguia explicar nada. O
fato é que muitos negócios não se concluíram, projetos foram adiados, o setor
de serviços entrou em colapso e até namoros foram rompidos. Dá até para pensar
na situação do pessoal que só pratica sexo virtual. Faltou tesão até pela
internet.
Não
me acusem de pessimismo, mas tem alguma coisa errada com o Maranhão. Temos um
aeroporto sem restaurante e com lanchonetes que só vendem sanduíches frios.
Temos uma BR que não anda, praias onde ninguém pode banhar, lâmpadas que não
acendem e, para coroamento de todas as infelicidades, nos tornamos, por um bom
tempo, o único estado do planeta sem comunicação digital com o resto do mundo.
É
apagão para todos os gostos. Parece que as únicas coisas que não se apagam por
aqui são a ineficiência, a ingerência, a incompetência e a maledicência. E para
explicar essa situação nem Freud com todo o poder paranormal de sua ciência.
Rimou.
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