quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Uma palavra mais doída

Editorial JP, 14 de novembro

Lá por onde nasceu William Shakespeare, em Stratford, na Inglaterra de 1546, contavam-se histórias impressionantes de bruxas e premonições e de homens que em meio a tragédias terríveis se faziam reis, como Macbeth e o rei Lear. São os contos clássicos da literatura mundial, alguns cheios de fatalidades do mundo real, outros, fruto apenas da imaginação de grandes escritores.
No Brasil, a partir de 1964, contou-se a história real, mas prenhe de fatalidades, de uma ditadura militar que não foi aceita pela sociedade e que para se manter no poder feriu e expurgou parte da juventude intelectual do país. Junto com a ditadura, trazido da Europa e defendido pelas mais altas figuras da filosofia mundial, como Marx e Engels, crescia o ideal comunista, uma utopia que acabou falecendo no momento em que quase todos preconizavam que, já em seus estertores, o capitalismo dava os últimos suspiros.
De um lado eram os reis, generais ornados por estrelas, que chegavam ao poder sob o peso irrefutável dos tanques e baionetas e, do outro, a parte mínima de uma geração em luta pela liberdade, carregando nos ombros o peso do ideal socialista. Destes últimos, muitos desapareceram, foram torturados, passaram a viver na clandestinidade, participaram de guerrilhas ou morreram. Dentre os que foram expulsos do país ou se exilaram, muitos retornaram como heróis depois da formidável luta pela anistia, integrando-se à vida político-partidária que já não era criminalizada no Brasil. E muitos chegaram como heróis que todos queriam ver, tocar, ouvir. O nascente Partido dos Trabalhadores abrigou a grande maioria desses homens e mulheres cansados de guerra que estiveram em outros mundos e muitas histórias tinham para contar.
O que incomoda à geração que lutou pela anistia, que apanhou em praça pública, brigando por eleições diretas, é que o desfecho desse poema épico seja o Mensalão. “Nossos ídolos tinham pés de barro” ou tudo não passa de um pesadelo tão terrível quanto o de Macbeth; uma história tão incongruente quanto a do rei Lear? Sim, porque alguns deles, guardadas as devidas proporções, se tornaram reis, elegendo-se governadores, deputados federais, senadores, legislando em nome do povo do mesmo país onde enfrentaram um regime que lhes custou o exílio ou a deportação.
Esse triste epílogo serve bem para mostrar as mudanças que a luta pelo poder podem operar no ser humano. É o que, fatalmente, pensarão alguns. Mas figuras como José Dirceu e José Genoíno no patíbulo da corrupção, mesmo depois de tanto tempo, é difícil de suportar. Foram, como tantos outros, nomes invisíveis, pronunciados em tom quase inaudível nas reuniões estudantis, nos encontros clandestinos de uma geração de sonhadores. Réus, agora não de um regime de exceção, mas da mesma democracia que tanto sangue e suor custaram a brasileiros sacrificados no cone-sul do mundo, juram uma inocência na qual uma geração inteira gostaria de acreditar. Mas é difícil, muito difícil diante das sentenças cada vez mais convincentes do Supremo Tribunal Federal. E o que sentimos não pode se chamar apenas decepção. Deve existir uma palavra mais doída para definir.

6 comentários:

  1. Caro cunha santos.

    Os pseudos intelecuais não querem ver ou omitem por desejo próprio que estes pulhas como lullababá, dirceu, genoíno, etodos os que se dizem vitimas da ditadura, até dilma que diz ter pêgo em armas contra osgorilas, pois ela se enganou aQUI NO BRASIL NÃO TEM GORILAS TEM SIM HOMENS QUE LUTARAM para não deixar quie estes pústulas dos dirceus, dilmas, lullabab´s e todos estes petrslhas que agora estão condenados por roubo, e que queriam fazer do brasil uma CUBA tipó a de Fidel, que caso fosse implntadoa você não escreveria os seus belos textos, sendo assim coimssão da vverdade na verdade começa a funcionar prendendo os verdadeiros fascinoras da nossa históia política que um dia por descuido dos inocentes brasileiros foi vitima de uma trama urdida por esteshoje condenados mensaleiros a se tornar um satélitesem direitos, humanos, liberdade e de imprensa, enfim com todos os seus direitos civis relegados ao lixo da vonatde destes déspotas de plntão que se dizem vítomas, mas qua naverade nos fizram vítmasdas mais sórdidas formas de fazer política, mentindo e repetindo mil a mesma mentira até que a mesma tome aries e setorne uma verdade a máscara caiu e els estão ai no cadafalso davergonha e arrotando os seus versos vítimas de umaimprensa suja e um tribunal de abusos de poder, eles são assimmentem, corropem, e chafurdam na lama DA IMORALIADE E DEPOIS BOTAM ACULPANOS OUTROS ISTO É MUITO genoíno, QUANDO dirse eu, que lullabab´era chefe mequetrefe desta orda de trambiqueiros e aloprados.

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    1. Está dizendo que o "modo petista de governar" é igual ou pior que a ditadura? Espero que não sejas militar, anônimo.

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  2. Bom dia!!! Acho que a pena imposta pelo STF a Zé Dirceu, foi muito branda, levando-se em conta o cargo exercido por ele, se o reu fosse um pé chato, aí o pau cantava. Um grande abraço.

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    1. Quando afinal, meu caro amigo Ocemilton, haverá, de fato, Jusitça para todos?

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  3. Caro cunha santos.

    Não é preciso ser milico para ter esta tercepção, pois é escanrado o modo Petista de governar haja visto que diz o mequetrefe presidente do PT o Milton falcão apoiando o direceu e os mensaleiros ladrões pedindo que a imprensa tenha um marco regulatório que impeça amesma de divulgar tudo, prá divulgar sómente o que eles querem ou esou errado, pois é que se vê oscondenados do PT e o PT fazer e dizer que a imprensa é um lixo e que deve ser regulada como atualmente os tiranetes latinos nadam fazendo, Huguinho ( chávez, cristina kirchenner, morales, rafa corrêa, enfim é isto que é democracia, pois eu digo democracia é liberdade de expressão enão, contratos financeiros e negocios que geram lucros pois isto é pragmatismo, sendo assim vamos tornar claro o PT saúda ação contra s liberdades de imprensa, caso a dilma não botasse o pénop freio tú já estarias no limbo da ditadura do PT que quer se perppetuar no poder, vocêjánalizou friamente que o lullababá não ajudou o Hadade pau ser prefeito de S. Paulo, pois que é sério eleva apolítica sem paixões ver que o Serra perdeu para ele mesmo enão o Hadae de pau ganhou com o apoio do mequetrefe, o Serra perdeu porque se perdeu com o apoio de safado como KASSSAB, que mau avaliado deu apoio e o serra serra vampíro brasileiro o bentocarneiro
    o aceitou.

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