sábado, 22 de dezembro de 2012

Enfim, o espírito público


Editorial JP, 22 de dezembro

Não importa se de alguma forma a crise na saúde municipal exerceu pressão insustentável sobre a rede de saúde do Estado, o que, aliás, é confesso na nota pública da Secretaria de Estado da Saúde; não importa se essa parceria é momentânea e passageira e vai durar apenas o tempo de um socorro paliativo; não importa se foi necessária a derrota eleitoral do prefeito João Castelo para que isso acontecesse. Neste momento, o que importa é que estamos assistindo a uma parceria que envolve o Governo do Estado e a Prefeitura Municipal de São Luís para que haja um socorro emergencial da saúde pública do município.
As medidas anunciadas pelo Secretário de Estado da Saúde, deputado Ricardo Murad colocam na ordem do dia uma velha discussão em torno da falta de espírito público de governantes que, na esteira de disputas políticas acirradas e no afã de desestabilizar administrações de adversários, acabam prejudicando danosamente a população. A Secretaria da Saúde decidiu disponibilizar para os hospitais da rede municipal de São Luís materiais médicos, medicamentos e alimentação, assim como serviços de ambulância, de limpeza e desinfecção hospitalar, de exames laboratoriais e, se necessário, equipes de profissionais da saúde. Parece até um outro governo e uma outra forma de governar, bem diferente daquele que se esforçou para empastelar a construção de um Hospital de Urgência e Emergência em São Luís, através de uma Comissão Parlamentar de Inquérito proposta pelo deputado Roberto Costa e ações judiciais. Sem essas amarras, do ódio político e dos interesses partidários, a cidade há de ingressar no ano de 2013 bem mais governável, porque alcançada pelo espírito público que une Governo e Prefeitura em favor da população.
A Secretaria de Saúde entendeu também ser imprescindível requisitar, emergencialmente, à Universidade Federal do Maranhão a cessão do prédio construído em terreno do Hospital Tarquínio Lopes, de formas a acrescentar mais 100 leitos ao Hospital Geral e, assim, dirimir a crítica situação na rede municipal de saúde. E também colocar ambulâncias da Secretaria da Saúde à disposição do Samu até que sua frota seja recuperada e colocada em operação.
É fato público e notório que o secretário Ricardo Murad busca a excelência na saúde pública com a construção de hospitais no interior do Estado, das UPAS em São Luís, das reformas de hospitais e aquisição de equipamentos de última geração, como acontece, por exemplo, no Hospital Carlos Macieira e outras unidades que se inauguram no Maranhão.
A saúde pública de São Luís não pode ficar à parte dessa conquista, não por questões de disputas políticas. A parceria que firmam hoje o Estado e o município é histórica para nossos limites de compreensão provinciana e tem que ser, precisa ser permanente e dissociável de toda e qualquer disputa eleitoral. Afinal de contas, saúde é vida e é da vida do povo desta cidade que estamos tratando aqui.
Parece que, enfim, o espírito público se sobrepõe aos interesses políticos pessoais e de grupos no Maranhão. Essa é uma boa notícia.

Um comentário:

  1. Até parece que, essa ordem de parceria vei do além, entre Estado e Prefeitura depois de longo e tenebroso inverno essa duas força destruidora de sonhos e ilusões, até parecem que essa duas anomalia estavam amarrada, para fazer somente agora um bem instimável. Quero afirma que não se trata de um favor, mas sim, uma obrigação que a muito tempo deveria ser implantado.
    O amontodo de gente doente vindo do interior, por falta de atuação dos gestores dos municípios é que transformou o caos nos posto de saúde da capital, junto com a incapacidade do governo e do municípios de São Luis de fazerem as coisas certas, também contribuem para o estado trágico em que se encontram os Socorrões e Hospitais da cidade.
    A situação está insuportável, é muito provável que uma pressão muito forte ou de Deus ou vindo da parte do Satanáz, fez com estes gestores irresponsáveis, tomasse esta atitude, que não é um favor mas, uma obrigação, repito.

    ResponderExcluir