Editorial JP, 18 de dezembro
A Amazônia, território que inclui o Maranhão, sofre
terrivelmente com a depredação e ao que se sabe 18 por cento de suas terras
desmatadas foram abandonadas até o ano de 2006. Os ataques ao meio ambiente
vêem da produção de alimentos, da produção de energia e da mais completa
ausência de segurança ambiental. Acresceu-se a tudo isso a produção de etanol e
biodiesel, carvão vegetal e também a mineração.
A Secretaria de Estado do Meio Ambiente organizou
recentemente o que se convencionou chamar “Virada Sustentável”, espécie de
caminhada ecológica que, repetindo os mesmos erros de outras, fez toda e
necessária apologia ao meio ambiente, mas não trouxe soluções ao grave drama
ecológico do Estado. Resumiu-se, a manifestação, a atividades ambientais,
culturais, esportivas, oficinas de produtos artesanais, palestras e rodas de
conversas, exposições e apresentações artísticas sem, no entanto, tocar na
ferida dos crimes contra a natureza que se repetem no Maranhão.
As denúncias que explodiram na audiência pública
sobre Direitos Humanos do Meio Ambiente, que reuniu diversas entidades como o
Fórum do Baixo Parnaíba, Associação do Riacho Estrela, de Mata Roma, Sindicato
dos Servidores Públicos de Coelho Neto e São Benedito do Rio Preto, sindicatos
rurais diversos e entidades da Igreja Católica, são de arrepiar os cabelos do
ecossistema maranhense.
A “Virada Sustentável” que aconteceu em São Luís
não registrou soluções da Secretaria de Estado do Meio Ambiente para a poluição
e assoreamento em estado elevado de riachos e rios, o desmatamento criminoso
praticado de forma recorrente, as constantes queimadas de grandes áreas de
florestas destruindo árvores frutíferas e nativas para implantação de grandes
projetos industriais.
Enquanto isso, os trabalhadores rurais sofrem todo
tipo de pressão de grileiros para vender por preço irrisório terras que serão
transformadas em áreas de soja, cana de açúcar, bambu e eucalipto, monoculturas
infernais que estão fazendo sumir do mapa do Maranhão comunidades rurais
inteiras, sem que as autoridades atentem para a gravidade do expurgo que
acontece no campo.
Cria-se, assim, no interior do Maranhão, uma
paisagem devastada do ser humano enquanto sobe até os céus a fumaça negra de
carvoarias incendiárias que impunemente consomem a fauna e a flora.
Em meio ao expurgo do homem do campo, o
desmatamento criminoso, a grilagem subsidiada por cartórios, rios e riachos
poluídos, a eliminação permitida da fauna e da flora não podemos estar falando
ainda em “Virada Sustentável”. O que precisamos dizer é que está se tornando
insustentável esse tipo de progresso que fulmina a natureza e que os organismos
oficiais de combate a essa destruição não estão atendendo a suas funções. Até
entendemos as limitações da Secretaria de Meio Ambiente e do Ibama, mas os
ataques ao Meio Ambiente no Maranhão não serão contidos com oficinas de
artesanato e shows artísticos. Podem apostar que não.
Caro Cunha Santos, O evento patrocinado pela SEMA faz parte de mais um capitulo deste governinho sem vergonha em sua politica do pão e circo para o povo. Todos sabem que o secretário não tem capacidade técnica quanto aos assuntos da pasta que comanda e não passa de um papagaio treinado com respostas decoradas,pois é desta forma que o governo dos sonhos trata assuntos importantes como o meio ambiente. Falo desta forma porque sou técnico graduado nesta área e fico descrente de tudo quando vejo despreparados fazendo de conta em uma secretária que não existe. No Maranhão os problemas ambientais e as licenças são avaliadas por quem pediu ou qual politico ou aliado solicitou, mesmo que seja para degradação ou destruição de tudo, a SEMA é o orgão do setor mais atrasado entre todos os estados do Brasil, não há técnicos, estudos ou estatisticas e muito menos projetos, incluindo neste rol os mais básicos como o de educação ambiental.
ResponderExcluirNo dia que este estado se libertar deste projeto feudal de administração e caso tudo ainda não esteja liquidado e degradado pela incompetência dos serviçais do poder, talvez tenhamos a chance de ainda sobreviver.
Valeu sua denúncia, anônimo.
ExcluirCunha Santos
ResponderExcluirNão pude participar da virada sustentável por motivos superiores à minha vontade, mas se tivesse ido, levaria comigo fotografias e vídeos do maior desrespeito que já aconteceu contra a natureza e contra centenas de familias e cidadãos humildes e pobres de uma região no municipio de Vitória do Mearim-MA. É que a prefeita de Vitoria, Sra, Doris Rios, eleita e reeleita pelo PV de Sarnei Filho e do Secretario Estadual do Meio Ambiente, juntamente com o seu marido são os maiores criminosos ambientais, além dos constantes desmatamentos de juçarais, buritizais, entupimentos de igarapés e uma enorme queimada de palmeiras de babaçu, eles rasgaram um valetao muito grande do Rio Grajau até a fazenda deles formando um outro rio.Desviaram o leito de um rio. Tenho provas na minha mão. Eles são do PV e são os maiores devastadores hoje do Maranhão. Cadê o MPE, IBAMA, SEMA? Por que tudo está calado? E a virada o que significa?