quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Preconceito assassino

JM Cunha Santos

Há um genocídio em curso no Brasil e as autoridades não parecem estar dando a devida atenção a ele. O Brasil é o país em que mais matam homossexuais e transexuais no mundo, numa proporção que chega às raias da calamidade pública. O terceiro país em que mais homossexuais são assassinados no planeta é o Estados Unidos, com 25 mortos por ano. O segundo é o México, com média de 35 assassinatos anuais. No Brasil, somente na primeira metade do ano 2012, cerca de 300 homossexuais e transexuais foram mortos.
Isso é mais do que barbárie; é genocídio. Além do que, esta sanha assassina é crescente e progressiva. Calcula o Grupo Gay da Bahia – GGB que se nos últimos 20 anos 3.072 homossexuais e transexuais foram assassinados, somente nos últimos 3 anos 872 foram chacinados. E não se descarte que a pregação homofóbica esteja contribuindo para elevar até uma temperatura insuportável esse tipo de preconceito, também localizado em grupos radicais neonazistas que atuam no Brasil.
A história do preconceito, de toda forma de preconceito, é uma história de intolerância, maus tratos, tortura, tratamento degradante, humilhação e assassinatos. O Brasil não pode continuar avalizando essa loucura. De alguma forma estamos negando cidadania a estas pessoas em vista de opção sexual. E há assassinos agindo para que essa diferença seja exposta como crime ou pecado e estas pessoas como uma espécie de excesso da humanidade. Mas é a mesma cidadania que outrora foi negada aos negros no Brasil, que ainda hoje é negada aos ciganos, que promoveu o holocausto dos nazistas contra os judeus.
É preciso ter muito cuidado com as idéias que se prega neste mundo e com os efeitos que elas podem surtir nas mentes dos psicopatas não detectados em uma sociedade. Essa coisa tem que parar. Se algum preconceito precisa existir é o preconceito contra torturadores e assassinos.  

3 comentários:

  1. Cunha Santos... Creio ser de grande interesse público este tema. Visando contribuir, ainda que com algumas indagações, por quer estes grupos de gays não divulgam o quantitativo dessas mortes que são oriundas de violência das próprias relações homossexuais? Quantas dessas mortes tem como motivação atritos das relações promiscuas e volúveis, notórias entre os homossexuais? Retirando esse número, que não é insignificante, será que realmente existe hostilização social contra este grupo? Não seria mais necessário à sociedade, como tema a ser discutido - dentro dessa questão de homosexualidade - se tratar da importância negativa deste grupo social, na transmissão das DST-AIDS? Levando-se em conta as suas relações promiscuas. E, por fim, me dê uma idéia de como se explica para os filhos o fato de se vê homossexuais nus nas esquinas da Avenida São Luís Rei de França, sendo que os nossos filhos aprendem em casa e na escola que, a liberdade da pessoa acaba onde começa o direito do próximo. Como se explicar que um grupo social minoritário tem “o direito” de constranger a maioria com sua devassidão sexual. Aguardo sua abordagem destes temas. Parabéns pelo conteúdo do Blog.

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    1. Nadam absolutamente nada, caro anônimo, pode justificar, o assassinato ou outros tipos de fviolência contra ninguém. Não podemos conviver com a violência de pessoas contra grupos de pessoas, de grupos de pessoas contra grupos de pessoas, nem de grupos contra pessoas.

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  2. Caro Cunha Santos.

    Os gestores do turismo nunca se preocupram de estudar os fenomenos nefasstos que a indústria do turiamo provoca, os enganmadores dizem que´a única industria que não polui é ado turismo, então eu péço a este getores e pseudos especialistas que pesquisem sobre ANTROPOLOGIA das culturas nativas que são destruidas, e os costumes nocivos de outras formas de comportamento haja visto o turismo sexual e outras formas faigeradas de poluiçãop que causa esta inocente indúrtria do tirismo que os pseudos especialista na matéria nãqo se aporfundam nas consequencias nesfastas que degrada o comportamento nativo e ainda usam d eufemismos para defender o indefessavel, leiam mais e estudem ais sobre esta matéria turismo e seus efeitos nocivos na cultura local.

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