JM
Cunha Santos
O
discurso do presidente da Assembléia, deputado Arnaldo Melo, na sessão solene
da manhã de ontem, teve o poder, até pela altura do cargo que ocupa, de resumir
o drama da sociedade maranhense. É o discurso que todos gostariam de fazer, que
alguns não podem e outros simplesmente não querem. Um discurso com o qual
procurou definir onde, como e porquê devem ser aplicados os recursos do Estado.
Arnaldo
Melo propôs uma cruzada contra a miséria que reina no interior do Estado, a
união de todos os maranhenses para amenizar a situação de indigência de grande
parte da população das mais diversas regiões do Estado. Essa situação vem sendo
fotografada no dia a dia das divulgações dos indicadores sociais do Maranhão,
em audiências públicas que revelam o terror da fome e da pobreza, mas o
presidente invoca, para dentro dessa fotografia, a união de todos os
maranhenses, citando, inclusive, um exemplo: “Não podemos mais aceitar que na
região leste do Estado, onde estão Caxias e Timon, mais de 70% da população
vivam em extremo estado de miséria, com renda de R$ 70 por mês”.
Não
se trata, certamente, de um discurso contestatório de regimes e pessoas. O que
quer o presidente é que os benefícios da administração cheguem a quem realmente
precisa, que recursos extraordinários como os oriundos de empréstimos junto ao
BNDES sejam aplicados nas comunidades mais carentes. Ele, inclusive, disse que
o apoio da Assembléia não faltará a qualquer proposta que tenha por finalidade
melhorar os indicadores sociais e econômicos do Maranhão. Não esqueceu de
frisar, entretanto, que cabe à Assembléia cobrar a aplicação correta desses
empréstimos.
A
idéia de união contra a miséria e a pobreza absoluta, num momento em que todos
os discursos e idéias no mundo político assumem uma convergência eleitoral,
precisa ser absorvida pelos poderes públicos, pelos senhores parlamentares e
pelas instituições. Basta de pobreza e miséria no Maranhão!
Achei surpreendente e, por que não, muito corajoso o discurso do Dep. Arnaldo Melo. Corajoso porque disse muitas verdades sobre o Maranhão, reconhecendo que o governo atual é um fracasso - pelo menos para mim, deixou transparecer isso. Se tivesse oportunidade, estimularia - se é que nao esteja pensando nisso - a tentar "voar" mais alto, colocando seu nome para ser candidato a Governador pelo PMDB, seu partido e do Governo; tentar acabar com a imposição dos candidatos da oligarquia que, embora pertencendo a esta, Arnaldo Melo não é da "casa"... Lembro-me quando Paulo Maluf foi governador de São Paulo, desafiou a ditadura e impõs uma derrota no candidato Laudo Natel e foi eleito indiretamente. Aqui, todos temem, e aceitam candidatos pois, quando a candidata não é Roseana, impõe um nome de sua confiança - não deu certo com Zé Reinaldo -, como agora esse cidadão Luis Fernando.
ResponderExcluir