Editorial
JP, 1de fevereiro
É
apenas uma forma de dizer as coisas, mas não há mais dúvidas de que todo o
esforço do governo do Estado centra-se, hoje, na elevação da imagem pública do
Dr. Luís Fernando Silva. Ao transformá-lo numa espécie de super-secretário em
cujas mãos entrega o destino político do Estado, com a Chefia da Casa Civil e a
parte mais visível da administração pública, com a Secretaria de Estado da
Infraestrutura, a governadora Roseana Sarney assina o testamento definitivo de
sua herança política. Aos demais herdeiros, a conformação.
Vivesse
Alexandre Dumas e essa história renderia um de seus inesquecíveis romances em
torno das monarquias, tipo “Os Três Mosqueteiros” ou “O Conde de Monte Cristo”,
sendo que encontrar tesouros depois de 50 anos de sarneisismo no Maranhão é uma
tarefa, além de árdua, embaraçosa e pouco provável.
As
regências costumavam acontecer quando o verdadeiro governante estava ausente ou
debilitado ou, ainda, no interregno em que a linhagem real se havia extinguido.
Não é o caso. A linhagem dos Sarney está cada vez mais viva e mais presente no
Maranhão. Mas não nos custa lembrar que os regentes costumavam ser escolhidos
entre os parentes mais próximos, o que, por alguma razão que ignoramos, não
aconteceu aqui.
Mas
Luis Fernando, reconhecido em todas as instâncias políticas como ótimo
administrador, apontado por muitos como o melhor prefeito do Maranhão em muito
tempo, é o escolhido e representa o Rei e a Rainha. Talvez porque conseguiu
manter-se eqüidistante de todos os escândalos da “monarquia”, talvez porque não
possa ser responsabilizado pela decadência do “Império”, a ele foi dada a
missão de representar a Rainha que, pelo menos até agora, quem sabe pagando por
erros de outros de sua linhagem, caiu em
desgraça aos olhos dos plebeus que alguma coisa ainda decidem nessa incipiente
monarquia constitucionalista.
Algumas
regências aconteceram no Brasil, como a da Princesa Isabel, cujo ponto
culminante foi a Lei Áurea, num tempo em que éramos tão ciosos de liberdade no
país quanto somos hoje no Maranhão. “O Clemente”, D. João VI, chegou aqui
fugido de desastres políticos mundiais que atingiram Portugal e da fúria de
Napoleão, mas premie-se entre seus atos ter permitido a existência de imprensa
no Brasil. E tomara quer Luis Fernando também permita no Maranhão.
Mas,
história à parte, Luis Fernando torna-se o príncipe regente do Maranhão sem
contar com a unanimidade da monarquia; alguns condes, duques e barões gostariam
mesmo é de vê-lo pelas costas, ou porque não tem sangue azul ou porque acham
que está tomando um lugar que lhes é de direito. Mas Regência é poder e ele se
tornou o principal representante de uma monarquia até ontem absolutamente
familiar, um reino governado por oligarcas que jamais admitiram uma real
alternância de poder. E tem, além de todas as outras, a missão de vencer os
republicanos dinistas e alternativos que insistem em tomar o poder. Não fará
isso sem espadas e sem feridas e talvez até seja obrigado a disputar uma
verdadeira eleição.
CUNHA SANTOS,
ResponderExcluirDESCULPE-ME MAS VOCÊ ESTÁ ENGANADO, O LUIS FERNANDO É FILHO DE IMIGRANTE PORTUGUES, SEU PAI POR MUITOS ANOS FOI EMPRESÁRIO INSTALADO NO COMERCIO DA PRAIA GRANDE. DESSA FORMA ACHO QUE ELE TEM SANGUE AZUL, ATÉ MAIS QUE A FAMÍLIA SARNEY. POR OUTRO LADO ACHO MELHOR ENTREGAR O GOVERNO DO ESTADO AO COMPETENTE LUIS FERNANDO SILVA A ENTREGAR PARA ESSA GANGUE POR EXEMPLO: WEVERTON ROCHA, JOÃO CASTELO, ADERSON LAGO, FLAVIO DINO E SUA TURMA, JULIAO AMIM ETC...
como parente de ex-socio da LINHARES & CIA LTDA na praia grande de são luis, sobre esse príncipe regente é bom que se diga que o cara tem linhagem de uma família que veio num porão de navio fugida de Portugal, por muita divida contraída ali. e sem ter ganho na loteria ou herdado fortuna, é hoje alguém bilionario da silva moura.
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