Da Agência
Assembléia
Em pronunciamento
na sessão desta segunda-feira (10), o deputado Raimundo Cutrim (PSD) voltou a
negar qualquer envolvimento com o Caso Décio e que estaria em curso “uma
campanha sórdida, criminosa, espúria” e direcionada especificamente a atingir a
sua honra e a sua dignidade.
Cutrim disse que a
honra e a dignidade pessoal dele não foram atingidas, mas atingiu a própria
família, os amigos e a Casa, porque muitos dos colegas de plenário “têm dúvidas
da minha participação no crime de homicídio de Décio Sá, na agiotagem e na
grilagem de terras”.
O parlamentar fez
um breve relato da vida sofrida que enfrentou até se formar em Direito, passar
no concurso de agente e depois para delegado da Polícia Federal e secretário de
Segurança do Maranhão. Prestou também homenagem ao pai já falecido.
“Mas graças a Deus
o meu trabalho e sacrifício não foram em vão. Tive reconhecimento dos poderes
constituídos, da imprensa e, sobretudo, do povo do meu Estado. E recebi o
convite para entrar na vida pública, me surpreendi, porque eu nunca me vi como
um político, me via como um servidor público em favor da justiça e,
consequentemente, como dizia Jesus Cristo nas suas pregações, ‘um servo não
serve a dois senhores e, se tem que dar, dá o que é de César a César e a Deus o
que é de Deus’”, declarou Cutrim.
E acrescentou: “Se
eu declarasse que tenho sido um político como fui um secretário de Segurança,
eu estaria faltando com a verdade para mim mesmo, mas isso não quer dizer que
eu pense um dia querer voltar como secretário, o meu tempo já passou. Quero
agora é aprender a ser político, porque como dizia Aristóteles: ‘É atividade
política a mais nobre de todas as atividades do ser humano, ao ponto de
concluir que todo o homem é um animal político’”.
Raimundo Cutrim
confessou que, se as acusações não forem esclarecidas, não tem condições de
continuar na vida política.
O deputado revelou
que a campanha a que estaria sendo submetido começou quando foi ao encontro da
governadora e indicou o nome do delegado Nordman Ribeiro para ser secretário de
Segurança, em vez de o atual titular Aluíso Mendes.
“Foi assim que
começou a campanha sórdida contra a minha pessoa, porque eu fazia críticas e
continuo fazendo da tribuna da Assembleia contra a violência sem freios
desencadeada no Estado e que continua galopando a passos largos até o presente
momento. Não é por ele ser agente de polícia que ele não tenha a competência de
exercer o cargo, não. Não foi, mas foi pelo desespero, pelo amadorismo que ele
enfrentou o problema da violência, que é o mal maior dos nossos tempos. Não
quero fazer comparação, mas tenho um documento onde na minha gestão eu soube
proporcionar segurança maior ao povo do nosso Estado. Reconheço que a violência
de ontem não é a de hoje, mas para todos os problemas, mesmo os mais difíceis,
têm solução”, afirmou.
ESCLARECIMENTO
O presidente
Arnaldo Melo (PMDB) esclareceu que a Casa “vem acompanhando com preocupação
este assunto, porque um dos seus membros tem sido citado, mas a Assembleia
Legislativa nunca recebeu nenhuma correspondência de qualquer poder, seja do
Tribunal de Justiça ou do Ministério Público, da Secretaria de Segurança ou de
qualquer instituição, acerca deste assunto”. Melo disse ainda que a Mesa
Diretora não recebeu nenhum requerimento de CPI. “Portanto, como presidente, eu
não posso instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito sem que o Regimento e
a Constituição determinem”, declarou.
O problema do Cutrim são as pessoas que se dizem amigos, compadres e outras citações mais. Aqui em Imperatriz qualquer pessoa que diga que é amigo dele ou "cumpadre" a sociedade já não olha com bons olhos porque os que assim se identificavam só o faziam para se cobrir de crimes cometidos. O último foi o do porteiro de uma boate aqui da cidade que foi executado no local de trabalho por uma "amigo" dele e coincidência ou não, o caso está no rol dos esquecidos. Quer dizer a polícia, o MP, os Juízes, os Desembargadores, todos devidamente calados. Isso é que estraga a reputação do nosso amigo. Ele deveria vir a público renegar esses falatórios e como autoridade preocupada com a violência no nosso Estado, exigir providências.
ResponderExcluirEH HORA DE SE PASSAR A AL A LIMPO<IMPLEMENTANDO ESSA CPI DA AGIOTAGEM E DEIXAR O DR CUTRIM SE DEFENDER,EH UM DIREITO DO PARLAMENTAR ESCLARECER TODAS AS DUVIDADAS SOBRE SUA HONRA e MORAL QUE CAIU EM DESCREDITO COM ESSA SUA SUPOSTA LIGAÇAO COM O BANDO DE GLAUCIO e BOLINHA.
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