Nice Morais/Agência
Assembléia
A Assembleia
Legislativa do Maranhão aprovou, nesta segunda-feira (10), em regime de
urgência, durante sessão extraordinária, o projeto de lei que cria o novo
Estatuto do Magistério e outros dois projetos que também dispõem sobre
benefícios para o educador. As matérias foram apreciadas em plenário por quatro
comissões técnicas - Constituição Justiça e Cidadania (CCJ); Orçamento,
Finanças, Fiscalização e Controle; Administração Pública; e Educação. Em
seguida, foi aprovada por unanimidade – com 26 deputados presentes na sessão
plenária.
Após longa
discussão, foram aprovados os três projetos de lei: o que dispõe sobre o
Estatuto e o Plano de Carreiras, Cargos e Remuneração dos integrantes do
Subgrupo Magistério da Educação Básica; o que dispõe sobre a criação da Gratificação
de Estímulo Profissional aos integrantes do Subgrupo Apoio Técnico e Subgrupo
Apoio Administrativo do Grupo Administração Geral, e Grupo ocupacional
Atividades de Apoio Administrativo e Operacional – ADO; e o que dispõe sobre a
criação do Subgrupo Apoio da Educação Básica.
O projeto mais
discutido foi o que trata sobre a remuneração do Educador (Estatuto). Na
mensagem encaminhada ao Legislativo, o governo do Estado afirmou que o objetivo
principal do projeto em questão é propiciar o fortalecimento da prática
pedagógica em prol da qualidade do ensino na Educação Básica, assegurando aos
integrantes do Subgrupo Magistério da Educação Básica nova estrutura de
carreiras e cargos com áreas específicas de atuação e suas especialidades,
garantindo, dessa forma, critérios para o desenvolvimento profissional e
funcional na carreira e proporcionando consideráveis avanços dos vencimentos
dentro das condições permitidas pelo Tesouro Estadual.
O novo Estatuto do
Educador foi aprovado com apenas uma emenda aditiva, de autoria do Poder
Executivo, que alterou o artigo 33 do projeto, que trata da Gratificação de
Atividade de Magistério (GAM). Segundo o presidente da CCJ, deputado
Edilázio Júnior (PV), a emenda também foi fruto de um acordo com o sindicato da
categoria, assim como todo o projeto original. As demais emendas, no total de
sete, todas de iniciativa do deputado Bira do Pindaré (PT), foram rejeitadas.
Edilázo Júnior (PV) justificou que as emendas foram rejeitadas “por onerar o
Estado e de ser atribuição exclusiva do Executivo”. Os demais projetos não
tiveram emendas.
De acordo com a
mensagem governamental, “a proposta foi inteiramente elaborada de acordo com os
ditames constitucionais, obedecendo aos princípios da Administração Pública em
geral (art. 37 da Constituição Federal) e dos dispositivos legais da Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Básica - LDB nº 9.394/96”. Ao subscrever a
mensagem, a governadora Roseana Sarney enfatizou que “a proposição foi
amplamente discutida com a categoria, por intermédio de seu Sindicato, e com
técnicos da Secretaria de Estado da Educação”.
ENCAMINHAMENTOS
Ao fazer o
encaminhamento pela liderança do governo, o deputado César Pires (DEM) elogiou
a ação do Governo do Estado em ter cumprido todos os acordos feitos anteriormente
com a direção do Sinproessemma, em prol da categoria. “É um gesto de
grandeza do Governo do Estado e do Sinproessemma. Eu sempre disse que jamais
votaria em alguma coisa que não fosse acordado com a minha classe – professores
- e, quando eu vejo agora a classe ter recuperado todas as suas perdas
históricas, eu posso dar os parabéns aos professores e ao governo; vamos agora
melhorar os nossos indicadores na educação”, conclamou o líder do governo.
Pela liderança do
bloco oposicionista, falou o deputado Marcelo Tavares (PSB). Ele disse que o
seu bloco votou a favor porque os projetos representam ganhos
para os professores. “Esse foi um processo longo que já deveria ter
acontecido há muito tempo e que foi sempre protelado pelo Governo do Estado.
Mas, antes tarde do que nunca; é preciso que nós possamos reconhecer isso”,
disse Marcelo Tavares. Ele também reconheceu que o governo avançou na medida em
que encaminhou o Estatuto para a Assembleia Legislativa, porém, afirmou que o
governo “não mudou a sua mentalidade de desprezo com a educação no
Maranhão, que já é histórica; continua o mesmo desprezo e a mesma falta de
atenção com a educação, professores e alunos”, criticou.
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