O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) criticou, na sessão desta
quinta-feira (27), a postura do colega de Parlamento, Marcos Caldas (PRP), que
vem se manifestando contra a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos
Combustíveis, preferindo defender os empresários do setor aos interesses dos
consumidores maranhenses. Ele disse que, ao contrário de Caldas, preocupa-se é
com o lado da sociedade que está sendo lesada, todos os dias, com os preços
abusivos praticados nos postos da capital maranhense.
“Marcos Caldas está defendendo os interesses dos empresários, dos donos
de postos de combustíveis. Eu prefiro os interesses dos consumidores que
reclamam todos os dias contra esse aumento abusivo, principalmente, da gasolina
na cidade de São Luís”, rebateu Othelino Neto que voltou a defender a
instalação de uma CPI, na Assembleia Legislativa, para investigar uma possível
prática de cartelização na capital maranhense.
Othelino disse, na tribuna, que não dá mais para reverter ou desistir da
CPI até porque ela já foi assinada por diversos parlamentares. Segundo o
deputado, a instalação da Comissão não tem coloração partidária e o
requerimento já está publicado, dependendo agora somente dos líderes indicarem
os representantes.
O deputado do PCdoB também voltou a criticar a postura dos representantes
do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis que, segundo ele, de forma
deselegante, desrespeitosa e mal educada se recusaram a vir à Assembleia
Legislativa explicar para a sociedade o que tá acontecendo.
“Por que em São Luís do Maranhão o preço do combustível é, em média, 30
centavos mais caro do que em Teresina? Marcos Caldas acertou em um ponto. Já
tem muito posto de combustível na capital maranhense, não se respeita a
distância que deveria haver, mas se é um negócio tão ruim ser empresário do setor,
por que é que todo dia abre um ponto de venda aqui? Alguma coisa está errada”,
indagou e afirmou Othelino em resposta ao pronunciamento de Marcos Caldas que
defendeu os revendedores na tribuna.
CPI será instalada
Othelino reiterou que a Comissão Parlamentar de Inquérito será composta
de sete membros, titulares e suplentes, para, no prazo de até 120 dias, apurar
o abusivo aumento do preço do combustível cobrado nos postos de abastecimentos
do Maranhão, além de apurar indícios de formação de cartel entre os empresários
do setor, o que configura crime previsto em lei.
“Quando se fala em investigar aumento abusivo de preço, óbvio que temos
que conversar e convocar os representantes das distribuidoras para se
explicarem. Não se trata de querer condenar ninguém. Quem é que não sabe que as
distribuidoras são parte nesse problema do aumento abusivo de preço?”,
questionou Othelino para, posteriormente, estranhar vícios na comercialização
do combustível que induzem preços em diversos bairros da capital.
O deputado disse que a Assembleia Legislativa precisa ser respeitada e
os parlamentares têm que cumprir com suas obrigações e defender os interesses
da sociedade. Segundo ele, o único objetivo da CPI é apurar essas graves
suspeitas de aumentos abusivos, porque o consumidor clama por isso. “Então esta
Casa não pode e não deve andar na contramão dos interesses da sociedade”,
finalizou.
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