O índice nacional dos que cumprem a pena
e voltam a cometer crimes é de 85 %; nas instituições penais regidas pelo
método Apac é de apenas surpreendentes 8,62%. E a um custo bem menor.
JM Cunha Santos
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| Murilo Andrade de Oliveira |
O governador eleito do Maranhão Flávio
Dino (PC do B) anunciou, em comunicado oficial divulgado nesta segunda-feira
(17), Murilo Andrade de Oliveira para assumir a Secretaria de Administração
Penitenciária (Sejap).
Murilo Andrade é formado em Direito
(PUC-MG/Contagem), especialista em Direito Público (UNIGRANRIO), doutorando em
Ciências Jurídicas e Sociais (UMSA) e graduando em Administração (Universidade
FEAD). Atua a 16 anos na gestão do sistema prisional, tendo ocupado cargos de
Superintendente de Articulação Institucional e Gestão de Vagas, Diretor de
Informações Penitenciárias, Instrutor e Auditor de Agentes de Segurança
Penitenciária – Modelo de Gestão Prisional. Atualmente, é subsecretário de
Administração Prisional de Minas Gerais e professor universitário, Murilo
Andrade possui vários cursos na área prisional e publicações sobre a
metodologia Apac.
Não devia ser assim, mas no Maranhão,
nos últimos anos, a Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária, também
por falta de investimentos do governo no setor de segurança pública, guilhotinou
sucessivos secretários que não conseguiram modificar a realidade prisional do
Estado. Revelou-se, como diz o vulgo, um enorme pepino, um abacaxi sem tamanho
que jamais ninguém conseguiu descascar. Rebeliões, fugas, chacinas, degolas,
guerras entre facções criminosas e o crime organizado, comandado de dentro do
Complexo Penitenciário de Pedrinhas, orientando a violência nas ruas de São
Luís.
O currículo de Murilo Andrade de
Oliveira (leia acima) é o de uma pessoa com larga experiência em administração
penitenciária e se destaque dele o conhecimento que tem da metodologia Apac. O
modelo Apac busca a humanização do sistema penitenciário, por via da
humanização da execução penal. A Apac – Associação de Proteção e Assistência aos
Condenados é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que se dedica à
recuperação e reintegração social dos presos, sem perder o foco da objetividade
punitiva. Pelo contrário, os objetivos principais são socorrer a vítima e
proteger a sociedade.
Com a filosofia de “matar o criminoso e
salvar o homem”, a partir de uma disciplina rígida nas prisões, caracterizada
por respeito, ordem, trabalho e o envolvimento da família do sentenciado, o
modelo Apac tornou-se referência nacional e internacional. É aplicado, hoje, em
países como a Alemanha, Argentina, Bolívia, Bulgária, Chile, Cingapura, Estados
Unidos, Costa Rica, El Salvador, Inglaterra, País de Gales, dentre outros.
Interessante é que, conforme revelam
especialistas em segurança pública, cada preso custa ao Brasil quatro salários
mínimos; onde está implantado método Apac custa 1 salário mínimo e meio. No
entanto, o índice nacional de presos que voltam a cometer crimes é de 85 %,; nas unidades prisionais regidas pelo modelo
Apac é de apenas 8,62 %.
Este pode ser um caminho para reduzir
drasticamente a violência no Maranhão e, principalmente, em São Luís,
considerada hoje a 15 cidade mais violenta do mundo.

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