Se
Dilma diz que o escândalo da Petrobrás muda para sempre o Brasil, é melhor que
mude logo, antes que multidões revoltadas e indignadas iniciem um processo
irreversível de desobediência civil.
JM
Cunha Santos
O
escândalo da Petrobrás, além de configurar-se na mais imoral e monumental
corrupção organizada da história do Brasil, é uma bomba suja, de efeito
retardado, uma descarga elétrica de milhões de volts sobre os governos Lula e
Dilma Roussef. Nem se deve duvidar de que esse escândalo, apurados os crimes de
toda a confraria, esteja encaminhando o país para um terceiro turno das
eleições.
O
esforço do ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, em condenar os que
pretendem se aproveitar do Petrolão para instituir no processo eleitoral de
2014 um terceiro turno, soa inútil à luz do que acontece, hoje, no Brasil. O
terceiro turno é possível e previsível porque a população descobre que Lula e
Dilma não merecem governar o país. Contratos cartelizados que somam 59 bilhões
de reais, sob as fuças, a omissão e comissão de dois governantes, com
empreiteiras cuja idoneidade patina no lodaçal do suborno compulsivo, se
resumem nas mais tristes notícias lidas, vistas e ouvidas pelos brasileiros em
toda sua história.
O
terceiro turno já está acontecendo, e não apenas para prender, cassar mandatos
e direitos políticos, mas também para criar instrumentos que libertem o Brasil
de organizações criminosas que seviciam as instituições públicas e cujos chefes
são representantes do povo e executivos bilionários pagos a peso de ouro com o
dinheiro do contribuinte. Se Dilma diz que o escândalo da Petrobrás muda para
sempre o Brasil, é melhor que mude logo, antes que multidões revoltadas e
indignadas iniciem um processo irreversível de desobediência civil e o governo
seja obrigado a lançar mão de forças militares contra a população.
O
terceiro turno é o turno do povo sitiado pela corrupção, pela improbidade que
permitiu a existência de organizações criminosas comendo em hotéis de luxo a
maior carga tributária paga no mundo, essa que paga o povo brasileiro. O
terceiro turno está na televisão, no rádio, em todas as redes sociais diante
dos olhos incrédulos de uma população que está sendo assaltada, dia e noite, na
maioria das prefeituras e paços governamentais e, principalmente, a partir do
governo federal.
Não
há doutor José Eduardo Cardozo, doutor Lula, doutora Dilma, como evitar o
terceiro turno. Ele já está acontecendo e vai continuar a acontecer. E o melhor
que podem fazer todos os que permitiram e contribuíram para tão gosmenta
canalhice é renunciar. Antes que seja tarde para o Brasil.

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