Onze presos na última
sexta-feira, durante a sétima fase da operação Lava Jato, devem ser libertados
após a 0h dessa quinta-feira. Dono da Constran, envolvido com pagamento de
propina ao governo do Maranhão foi mantido no cárcere.
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| Juiz Sérgio Moro |
O juiz Sérgio
Moro, da 13º Vara Criminal da Justiça Federal do Paraná, decidiu na
noite dessa terça-feira (18) manter seis investigados da Operação Lava Jato na prisão. Ele
transformou a prisão temporária, válida por cinco dias, em prisão preventiva de
acordo com o documento público disponibilizado no processo que investiga o
pagamento de propina a diretores da Petrobras,
empresários e políticos. Com isso, onze presos na última sexta-feira (14),
durante a sétima fase da operação Lava Jato, devem ser libertados após a 0h
dessa quinta-feira (19), quando termina o prazo de prisão temporária. Outros
seis suspeitos com prisão preventiva decretada desde a última sexta-feira
permanecem detidos. Com isso, doze pessoas permanecerão presas a partir dessa
quarta.
De acordo com o despacho do juiz, devem ser
mantidos presos os executivos Dalton
dos Santos Avancini e João
Ricardo Auler, da Camargo Correa; Mateus Coutinho de Sá Oliveira, e José Aldemário Pinheiro Filho, da OAS; Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC; e Renato Duque, ex-diretor de serviços da Petrobras.
Os 11 investigados que devem ser postos em
liberdade ficam proibidos de deixar o país, mudar de endereço e são obrigados a
entregar o passaporte no prazo de cinco dias e a comparecer a todos os atos do
processo.
Sérgio Moro, ao justificar a prisão de Renato Duque
por 30 dias, citou que ele é apontado em vários depoimentos como beneficiário
do esquema de propina que existiria em obras da Petrobras. Duque teria sido
indicado ao cargo pelo Partido dos
Trabalhadores (PT). "Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef
declararam que o mesmo esquema criminoso que desviou e lavou 2% ou 3% de todo
contrato da área da Diretoria de Abastecimento da Petrobras também existia em
outras Diretorias, especialmente na Diretoria de Serviços, ocupada por Renato
de Souza Duque, e na Diretoria Internacional, ocupada por Nestor Cerveró.
Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo Setal, e Júlio Gerin de Almeida
Camargo, confirmaram esses fatos e detalhes a respeito do pagamento de valores
por contratos da Petrobras a Renato de Souza Duque." "Nos relatos
minuciosos do desvio de dinheiro e pagamento de propinas (...) há, por outro
lado, referência a pagamentos em espécie a ele efetuados, mas também a
pagamentos efetuados por depósitos em contas no exterior, tanto indicadas por
Pedro Barusco, como por Renato Duque", anotou o juiz. Segundo a decisão,
Duque teria recibido dinheiro na conta da off shore Drenos, mantida no Banco Cramer na Suíça.

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