terça-feira, 18 de novembro de 2014

Juiz Sérgio Moro decide manter seis investigados da Lava Jato na prisão

Onze presos na última sexta-feira, durante a sétima fase da operação Lava Jato, devem ser libertados após a 0h dessa quinta-feira. Dono da Constran, envolvido com pagamento de propina ao governo do Maranhão foi mantido no cárcere.

Juiz Sérgio Moro
O juiz Sérgio Moro, da 13º Vara Criminal da Justiça Federal do Paraná, decidiu na noite dessa terça-feira (18) manter seis investigados da Operação Lava Jato na prisão. Ele transformou a prisão temporária, válida por cinco dias, em prisão preventiva de acordo com o documento público disponibilizado no processo que investiga o pagamento de propina a diretores da Petrobras, empresários e políticos. Com isso, onze presos na última sexta-feira (14), durante a sétima fase da operação Lava Jato, devem ser libertados após a 0h dessa quinta-feira (19), quando termina o prazo de prisão temporária. Outros seis suspeitos com prisão preventiva decretada desde a última sexta-feira permanecem detidos. Com isso, doze pessoas permanecerão presas a partir dessa quarta.
De acordo com o despacho do juiz, devem ser mantidos presos os executivos Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler, da Camargo Correa; Mateus Coutinho de Sá Oliveira, e José Aldemário Pinheiro Filho, da OAS; Ricardo Ribeiro Pessoa, da UTC; e Renato Duque, ex-diretor de serviços da Petrobras.
Os 11 investigados que devem ser postos em liberdade ficam proibidos de deixar o país, mudar de endereço e são obrigados a entregar o passaporte no prazo de cinco dias e a comparecer a todos os atos do processo.
Sérgio Moro, ao justificar a prisão de Renato Duque por 30 dias, citou que ele é apontado em vários depoimentos como beneficiário do esquema de propina que existiria em obras da Petrobras. Duque teria sido indicado ao cargo pelo Partido dos Trabalhadores (PT). "Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef declararam que o mesmo esquema criminoso que desviou e lavou 2% ou 3% de todo contrato da área da Diretoria de Abastecimento da Petrobras também existia em outras Diretorias, especialmente na Diretoria de Serviços, ocupada por Renato de Souza Duque, e na Diretoria Internacional, ocupada por Nestor Cerveró. Augusto Ribeiro de Mendonça Neto, da Toyo Setal, e Júlio Gerin de Almeida Camargo, confirmaram esses fatos e detalhes a respeito do pagamento de valores por contratos da Petrobras a Renato de Souza Duque." "Nos relatos minuciosos do desvio de dinheiro e pagamento de propinas (...) há, por outro lado, referência a pagamentos em espécie a ele efetuados, mas também a pagamentos efetuados por depósitos em contas no exterior, tanto indicadas por Pedro Barusco, como por Renato Duque", anotou o juiz. Segundo a decisão, Duque teria recibido dinheiro na conta da off shore Drenos, mantida no Banco Cramer na Suíça.

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