terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Investidores dos Estados Unidos ingressam na Justiça contra a Petrobrás

Valor da companhia no mercado caiu mais de 50 %. A estatal é acusada de inflar o valor dos contratos para esconder indícios de corrupção.

 Hora 1

Robert Finkel
 A Petrobras é alvo de um processo judicial movido por investidores que compraram ações nos Estados Unidos. Um escritório de advocacia americano abriu uma ação de CLASSE  para representar quem comprou ações da empresa na Bolsa de Nova York.
O preço do barril de petróleo foi cotado a US$ 66, o menor valor em cinco anos. A queda dos preços derrubou bolsas nos ESTADOS UNIDOS  e as moedas dos principais países emergentes. A Bolsa em São Paulo também foi puxada para baixo, principalmente por causa da Petrobras.
O mercado financeiro viu novamente derreterem as ações da Petrobras. Os papéis perderam valor junto com o preço do petróleo, mas a queda nas ações tem sido a regra e não a exceção.
Desde setembro, o valor de mercado da companhia caiu pela metade, de R$ 311 bilhões para R$ 154 bilhões e amarga agora MAIS  uma notícia ruim. Um escritório de advocacia nos ESTADOS UNIDOS  abriu uma ação de classe para representar quem comprou ações da empresa na Bolsa de Nova York.
O advogado ROBERT  Finkel alega que a Petrobras inflou o valor dos contratos e mentiu nas declarações oficiais para esconder indícios de corrupção. Ele diz ainda que a causa pode passar dos US$ 100 milhões em danos aos investidores.
As ações de classe são comuns nos ESTADOS UNIDOS . Existem escritórios especializados nisso, como é o caso do que entrou na Justiça contra a Petrobras. A lei americana é diferente da brasileira e se eles ganharem a ação, todos os investidores, mesmo os que não acionaram a empresa, terão direito a indenização.
"O que nós temos são ações coletivas propostas por entidades que representam um grupamento definido de pessoas. São ações propostas por um sindicato, pelos usuários de um determinado tipo de serviço. A 'CLASS  action' abrange um universo bem mais abrangente porque pega até aqueles que não aderiram", explica Ary Oswaldo Mattos Filho, professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas.
 
Nota do Blog – O titular, JM Cunha Santos, considera que a Petrobrás está indo à bancarrota. Se esta previsão se confirmar, dificilmente o novo mandato de Dilma resiste quatro anos. O governo do PT não tem defesa.

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