Destaca ainda o jornal que Sarney ficou na Presidência até 1990,
deixando o Brasil em uma de suas piores crises econômicas.
Do Blog da Sílvia
Teresa
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| Roseana Sarney |
Um dos jornais de
maior credibilidade no mundo, o The New York Times, destacou o declínio do
grupo Sarney no Maranhão e no Brasil como sinal de mudanças. O periódico
norte-americano começa a reportagem abordando o domínio de décadas do clã em um
dos estados mais pobres do Brasil, onde boa parte da população vive da
agricultura de subsistência, e cita aquela conhecida piada que descreve vários
pontos de São Luís que carregam o nome e a marca da família.
Ironiza o jornal,
publicado em Nova York e distribuído nos Estados Unidos e no mundo, que, no
Maranhão, se o cidadão quiser ir a uma maternidade, ele vai à Marly Sarney; se
quiser ir ao Centro Histórico de São Luís pega a ponte José Sarney, se quiser
tratar de assuntos jurídicos vai ao Fórum Desembargador Sarney Costa e por aí
vai… Fez isso para dar uma pequena noção do que é o do domínio do clã em um dos
estados mais pobres do Brasil.
O jornal diz ainda
que o fato de Sarney não ter tentado a reeleição de senador pelo Amapá
possibilitou um ciclo de mudanças no Maranhão e no Brasil com a queda da última
oligarquia do país.
“Os últimos grandes
coronéis do Brasil estão finalmente em declínio”, disse o advogado Rodrigo
Lago, que ocupará uma pasta que tratará da Transparência no governo Flávio
Dino. “Se no Maranhão pode mudar, então oligarquias em outros lugares também
podem ser controladas”, acrescentou.
The NewYork Times
destaca ainda que José Sarney prosperou durante o regime militar de 64 e
emergiu, em 1984, como candidato a vice-presidente na chapa de Tancredo Neves,
tido como o líder da restauração democrática no Brasil, e que, em 85, com a
morte do presidente eleito, ascendeu a presidente e ao poder.
Destaca ainda o
jornal que Sarney ficou na Presidência até 1990, deixando o Brasil em uma de
suas piores crises econômicas. Conta ainda da retomada política do
ex-presidente que se manteve no poder como senador do Amapá por longos anos.
Jornal cita envolvimento de Roseana
com escândalo da Petrobras
O jornal
norte-americano fala ainda da renúncia da ex-governadora Roseana Sarney que
levou o Maranhão a uma de suas piores crises penitenciárias com repercussão
internacional. O periódico frisa que a filha do ex-presidente se envolveu em
escândalos como o da Petrobras e que deixou o governo para não ter que passar a
faixa ao governador eleito, Flávio Dino (PCdoB).
Na matéria, o
jornal admite que procurou a governadora para uma entrevista e que a mesma
negou. Só a título de coincidência, Roseana escolheu os Estados Unidos para
morar. Em janeiro, deverá embarcar para Miami, cidade do Estado da Flórida. Já
chegará no país conhecida pelo destaque negativo dado ao grupo Sarney no The
New York Times, simplesmente o maior jornal do mundo.

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