Editorial
Jp,08 de janeiro
Como
era de se esperar, o governo que ascendeu ao poder encontrou os cofres do
Estado vazios. E o jornalismo, em todas as suas versões, mais uma vez foi
utilizado para apregoar inverdades e criar ilusões. Repetiram tantas vezes que Roseana
Sarney deixava em caixa R$ 2 bilhões que até os mais céticos foram levados a
acreditar. O que ficou, na verdade, foi um cipoal de dívidas a ser pago pelo
governador Flávio Dino.
Dívidas
mensais obrigatórias, como o repasse de R$ 180 milhões da Previdência, R$ 160
milhões de empréstimos consignados, uma parcela de R$ 139 milhões de um
empréstimo de 1,5 bilhão feito junto ao Bank of Amarican e parcelas do
empréstimo de R$ 4 bilhões feito junto ao BNDES, são as heranças deixadas para
o governo Flávio Dino. Parafraseando o próprio governador, “os leões, mesmo
depois da partida dos antigos domadores para os States, continuam querendo se
alimentar da carne do povo do Maranhão”.
Mas
os primeiros movimentos do governo já dão o tom da eficiência, da vontade de
acertar, a começar pelos cortes na farra marinha de lagostas, bacalhaus e
salmões. O governo chegou ao sexto dia, conforme informações do Jornal Pequeno,
assinando contratos de parceria com a
Caixa Econômica Federal, nas áreas de Habitação, IDH e Agricultura Familiar, ou
seja, vinha trabalhando ainda no período de transição. E são projetos que
beneficiam os maranhenses mais pobres, que ao final de algum tempo poderão
abalar esse espectro de pobreza absoluta e insegurança alimentar que atinge
quase a metade da população maranhense.
Não
fosse tão deletéria a imagem do governo que se foi, pela presença quase diária
nas crônicas de corrupção e o envolvimento dos governantes com a Operação Lava
Jato, poder-se-ia esperar uma atitude diferente, de proteção ao povo e não essa
herança maldita que esperamos ver vencida pela competência e a determinação de
por fim, de uma vez por todas, ao modelo político que se extinguiu com a força
do voto popular.
E,
para que São Luís não se esqueça do quão caro pagou pela quase onipresença
desse modelo, governo do Estado e Prefeitura estabelecem as primeiras parcerias
na área de modalidade urbana da capital. Pode, agora, o povo sonhar com
transporte público de qualidade, pode esperar por intervenções que desafoguem o
trânsito e nos é particularmente alvissareiro ver, depois de tanto tempo e pela
primeira vez, Governo e Prefeitura trabalhando juntos por São Luís.
As
dificuldades criadas, as dívidas herdadas, não serão maiores, porque não são
invencíveis, que as esperanças dos maranhenses depositadas nas urnas. As
inverdades ditas e noticiadas por um império de comunicação serão desmentidas
por si sós, quando a educação for melhor, quando o IDH alcançar índices
suportáveis, quando a agricultura familiar reduzir a pobreza e quando o povo
perceber que o dinheiro do povo pertence somente ao povo e a ninguém em
particular.

Qual novidade que essa cambada ia fazer uma limpa nos cofres publicos? Nenhuma, agora é arregaçar as mangas e correr atras do prejuizo, confio nessa gestão.
ResponderExcluirAs noticias de que a antiga gestão de governo tinha deixado o caixa cheio nunca me enganou, ate por que os jornalistas que falaram tal noticia faziam parte da corja também.
ResponderExcluir