Enquanto
o ministro das Minas e Energias admite aumentar o valor da tarifa da conta de
luz, no Maranhão a Cemar anuncia que mais de 155 mil famílias perderam o
benefício da tarifa social de energia elétrica.
JM
Cunha Santos
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| Ministro Eduardo Braga |
Já
é fato. O governo bateu o martelo e decidiu que o consumidor deve pagar a conta
da crise no setor elétrico. Crise que tem muito a ver com os desvios no
Ministério das Minas e Energias, com o formidando esquema de corrupção na
Petrobrás e com outros desvãos da República do PT.
O
ministro Eduardo Braga, na companhia do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, se
reuniu com a presidente Dilma Roussef para tratar dos problemas de caixa das
distribuidoras de energia elétrica, algo em torno de 2,5 bilhões de reais. E
considerou a possibilidade de ajustar as tarifas das contas de luz para
resolver a questão. Braga, das Minas e Energias, diz que não vai mexer nos
subsídios da população de baixa renda e programas sociais como o “Luz Para
Todos”.
Entretanto,
uma notícia divulgada pela Companhia Energética do Maranhão (Cemar) informa que
mais de 155 mil famílias maranhenses perderam o benefício da Tarifa Social de
Energia Elétrica neste início de ano. O motivo seria a falta de atualização no
cadastro da Cemar. E avisa a Companhia que os beneficiários do Viva Luz também
devem se recadastrar.
Conforme
a notícia, esse número ainda pode aumentar, atingindo 44 % das 1 milhão e 114
mil famílias beneficiadas com a tarifa social. Essas pessoas, com renda menor
ou igual a meio salário mínimo, tinham como data limite para atualização
cadastral, estipulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica, 31 de dezembro
de 2014.
O
que gera suspeita é que, apesar das declarações do ministro Eduardo Braga, das
Minas e Energias, é muito alto o número de famílias alijadas da tarifa social
de energia elétrica somente no Maranhão. E esse aumento na conta de luz para sanar
problemas de caixa das distribuidoras de energia elétrica e resolver uma crise
pela qual o povo brasileiro não tem nenhuma culpa, soa como um formidável ato
de injustiça social.

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