terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Consumidor vai pagar pela crise no setor elétrico

Enquanto o ministro das Minas e Energias admite aumentar o valor da tarifa da conta de luz, no Maranhão a Cemar anuncia que mais de 155 mil famílias perderam o benefício da tarifa social de energia elétrica.

JM Cunha Santos

Ministro Eduardo Braga
Já é fato. O governo bateu o martelo e decidiu que o consumidor deve pagar a conta da crise no setor elétrico. Crise que tem muito a ver com os desvios no Ministério das Minas e Energias, com o formidando esquema de corrupção na Petrobrás e com outros desvãos da República do PT.
O ministro Eduardo Braga, na companhia do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, se reuniu com a presidente Dilma Roussef para tratar dos problemas de caixa das distribuidoras de energia elétrica, algo em torno de 2,5 bilhões de reais. E considerou a possibilidade de ajustar as tarifas das contas de luz para resolver a questão. Braga, das Minas e Energias, diz que não vai mexer nos subsídios da população de baixa renda e programas sociais como o “Luz Para Todos”.
Entretanto, uma notícia divulgada pela Companhia Energética do Maranhão (Cemar) informa que mais de 155 mil famílias maranhenses perderam o benefício da Tarifa Social de Energia Elétrica neste início de ano. O motivo seria a falta de atualização no cadastro da Cemar. E avisa a Companhia que os beneficiários do Viva Luz também devem se recadastrar.
Conforme a notícia, esse número ainda pode aumentar, atingindo 44 % das 1 milhão e 114 mil famílias beneficiadas com a tarifa social. Essas pessoas, com renda menor ou igual a meio salário mínimo, tinham como data limite para atualização cadastral, estipulada pela Agência Nacional de Energia Elétrica, 31 de dezembro de 2014. 
O que gera suspeita é que, apesar das declarações do ministro Eduardo Braga, das Minas e Energias, é muito alto o número de famílias alijadas da tarifa social de energia elétrica somente no Maranhão. E esse aumento na conta de luz para sanar problemas de caixa das distribuidoras de energia elétrica e resolver uma crise pela qual o povo brasileiro não tem nenhuma culpa, soa como um formidável ato de injustiça social.

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