No governo Roseana, esses tributos
viravam champagnes e lagostas, viravam depósitos em paraísos fiscais; no
governo Flávio Dino, viram escolas dignas, hospitais macrorregionais e índices
históricos de aprovação.
JM Cunha Santos
Ao contestar o contrato entre o governo
do Estado e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, (PROFISCO II) o deputado
Eduardo Braide acusou o governador Flávio Dino de presentear o empresariado
maranhense, no Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, com um aumento do
arrocho fiscal. Ele reclama do objetivo do contrato - a modernização da gestão
fiscal do Estado e diz que o governo não se deu por satisfeito com dois
reajustes do ICMS no Maranhão.
O parlamentar não quer também que sejam
aplicadas multas aos recorrentes sonegadores, donde se conclui que, na verdade,
está defendendo interesses completamente contrários aos interesses do povo.
Finge ignorar que, mais que a corrupção, é a sonegação a causa maior da crise
econômica no Brasil e um vício tributário que se repete em cada um dos estados
da Federação. Só para que se tenha uma ideia, o cálculo médio anual da
corrupção no Brasil é de R$ 67 bilhões, enquanto a sonegação fiscal rouba aos
cofres públicas a estratosférica quantia de R$ 500 bilhões por ano.
E mais: os impostos mais sonegados no
país são ICMS e Imposto de Renda, precisamente os que mais se traduzem em obras
e benefícios para a população. Somente de janeiro a março de 2015 foram
sonegados R$ 105 bilhões, dos quais R$ 80 bilhões por meio de lavagem e
manipulação de recursos, o que parece ter sido prática corriqueira da chamada
“Máfia da Fazenda”, organizada no governo Roseana Sarney e denunciada pelo
Ministério Público. E até julho de 2017 a sonegação fiscal já havia consumido
R$ 315 bilhões, 18 mil reais por segundo, por minuto, mais de 1 milhão de
reais.
Ao pregar a burla ao fisco, conforme foi
acusado pelo deputado Rogério Cafeteira, Eduardo Braide omite suas verdadeiras
intenções. Ele sabe que no governo Flávio Dino, inapelavelmente, o dinheiro do
contribuinte será revertido diretamente para a população, através de obras,
programas e investimentos que hoje destacam o governo maranhense como o segundo
melhor do Brasil.
No governo Roseana, esses tributos
viravam lagosta, viravam champagne, viravam farra, superfaturamento, depósitos
em paraísos fiscais, evasão de divisas, alimentavam a corrupção; no governo
Flávio Dino viram escolas dignas, hospitais macrorregionais, mais asfalto, mais
IDH, viram índices históricos de aprovação.
E é tão-somente por isso que Eduardo
Braide não quer a modernização da gestão fiscal do Estado; quer a fazenda
pública sucateada, com sistemas inoperantes, falta de pessoal e tudo o mais que
estimule a sonegação e alimente o discurso de quem quer que nesse Estado tenha
a coragem de ser candidato da família Sarney.

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