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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Desigualdades sociais
JM Cunha Santos

O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Arnaldo Melo esteve presente ao I Seminário de Pescadores, convocado pelo deputado Edson Araújo. Corroborando a tônica de seus discursos em seis mandatos consecutivos, lamentou o desequilíbrio na distribuição de renda no Maranhão. Arnaldo Melo quer unir as bancadas maranhenses na Assembléia, Câmara Federal e Senado no intento de reduzir as desigualdades sociais existentes no Maranhão e diz que esta será a tônica de seu mandato de presidente da Assembléia Legislativa.

De fato, a supressão das desigualdades sociais precisa ser a tônica de todos os mandatos políticos no Brasil, de todas as administrações regionais nos dias de hoje. Nas sociedades capitalistas, a pobreza extrema é um fracasso que leva ao crime e à loucura. Para que se tenha uma idéia da luta proposta pelo deputado Arnaldo Melo, alguns dados sobre a desigualdade social no Brasil: Relatório da ONU aponta o Brasil como o terceiro pior índice de desigualdade no mundo. Quanto à distância entre pobres e ricos, empatamos com o minúsculo Equador. Mulheres, negros e índios são os mais afetados pela desigualdade social. 58% da população brasileira mantém o mesmo perfil de pobreza entre duas gerações. Dos 135 milhões de brasileiros que votaram nas últimas eleições 53% não terminou o ensino fundamental. Mais da metade da população do Brasil detém menos de 3% de todas as propriedades rurais e apenas 46 mil proprietários são donos de metade das terras. Evidentemente que esse quadro se agrava quando se trata do Nordeste e, especialmente, do Maranhão.

É bom que tenha sido o presidente da Assembléia a chamar a atenção para as desigualdades sociais no Estado. Estudos apontam que o que permite a redução da desigualdade social é, principalmente, uma educação de qualidade. O segundo item seria a Reforma Agrária, esta mesma com que o Brasil sonha desde séculos passados.