quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

PRENÚNCIO DE NOVAS INVASÕES IMPERIALISTAS
JM Cunha Santos

Navegando na Internet, cheguei acidentalmente ao site ANNCOL, da Agência de Notícias Nova Colômbia, provavelmente ligada ou de propriedade das FARC – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Ali está a informação inquietante de que o Pentágono emitiu, em 1º de dezembro, uma Diretriz de colocar a luta contra o terrorismo e a guerra de guerrilha nas mesmas condições da guerra tradicional no que tange à planificação militar e à doutrina.

Firmada pelo secretário de Defesa dos EUA, Gordon England, a diretriz esboça funções e responsabilidades para o desenvolvimento de capacidades para a luta contra ameaças não convencionais. “É política do Departamento de Defesa reconhecer que a IW (guerra irregular) é tão estrategicamente importante quanto a guerra tradicional”, afirma a Diretriz.

Até aí nenhuma novidade do imperialismo nos atormenta mais do que já vivemos atormentados com toda forma de imperialismo armamentista. O problema é que a Diretriz inclui, no mesmo buraco da guerrilha e do terrorismo, a defesa interna estrangeira, a contra insurgência por via de operações de estabilidade. Um dos itens da Diretriz fala em formar, assessorar e ajudar forças de segurança estrangeiras e sócios; um outro fala em criar um ambiente seguro nos estados frágeis. Anuncia também que a partir de julho, a Diretriz dará início a uma estratégia de defesa dos E.U.A para os lugares em que há guerra aberta contra o extremismo e ainda por cima incrementará seu potencial convencional para os desafios representados pela China e Rússia.

A conclusão dos guerrilheiros das FARC é de que os estados Unidos estão admitindo, senão pregando, a invasão de outros países. E revelam o temor de que isso aconteça na Colômbia.

Era só o que nos faltava: o inferno vivido no Oriente Médio desembarcar de mala e cuia na América do Sul.

Atentei também para pregações dos guerrilheiros das FARC sobre o governo Uribe, circunscritas a um manifesto: “A Colômbia merece respeito. Não pode mais tolerar essa máfia narco-paramilitar de latifundiários e pecuaristas, narcotraficantes e empresários que, com o apoio militar dos EUA e o bombardeio dos meios de comunicação, converteram a Colômbia em um inferno da guerra, massacres, detenções em massa dos cidadãos, desaparecimentos, miséria e os saques e todos os desaforos do terrorismo de Estado”.

A guerrilha colombiana contra Uribe e os E.U.A pode até parecer um problema solitário do povo colombiano. Mas não é. É um problema de toda a América do Sul e, portanto, do Brasil. E essa Diretriz é sim, um manifesto do imperialismo armado. Quem sabe a primeira exortação às “guerras necessárias” a que se referiu Barack Obama recebendo o Prêmio Nobel da Paz.

3 comentários:

  1. Olá, amigo!
    Fico tão profundamente triste em saber que tudo isso com certeza se consolidará, pois dois motes que proporcionam grande fortuna estão envolvidos - o narco tráfico e as indústrias bélicas.
    Não querendo ser passimista, isto é só a pontinha do iceberg.
    Um abraço grande

    ResponderExcluir
  2. Bom dia, amigo!
    O dinheiro, sempre o dinheiro...triste, mas real este facto.

    Abracos

    ResponderExcluir
  3. pois é,
    se as guerras regulares já são uma tragégia, imagine-se então as irregulares...
    será o caos.
    bjs

    ResponderExcluir