JM Cunha Santos
Navegando na Internet, cheguei acidentalmente ao site ANNCOL, da Agência de Notícias Nova Colômbia, provavelmente ligada ou de propriedade das FARC – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Ali está a informação inquietante de que o Pentágono emitiu, em 1º de dezembro, uma Diretriz de colocar a luta contra o terrorismo e a guerra de guerrilha nas mesmas condições da guerra tradicional no que tange à planificação militar e à doutrina.
Firmada pelo secretário de Defesa dos EUA, Gordon England, a diretriz esboça funções e responsabilidades para o desenvolvimento de capacidades para a luta contra ameaças não convencionais. “É política do Departamento de Defesa reconhecer que a IW (guerra irregular) é tão estrategicamente importante quanto a guerra tradicional”, afirma a Diretriz.
Até aí nenhuma novidade do imperialismo nos atormenta mais do que já vivemos atormentados com toda forma de imperialismo armamentista. O problema é que a Diretriz inclui, no mesmo buraco da guerrilha e do terrorismo, a defesa interna estrangeira, a contra insurgência por via de operações de estabilidade. Um dos itens da Diretriz fala em formar, assessorar e ajudar forças de segurança estrangeiras e sócios; um outro fala em criar um ambiente seguro nos estados frágeis. Anuncia também que a partir de julho, a Diretriz dará início a uma estratégia de defesa dos E.U.A para os lugares em que há guerra aberta contra o extremismo e ainda por cima incrementará seu potencial convencional para os desafios representados pela China e Rússia.
A conclusão dos guerrilheiros das FARC é de que os estados Unidos estão admitindo, senão pregando, a invasão de outros países. E revelam o temor de que isso aconteça na Colômbia.
Era só o que nos faltava: o inferno vivido no Oriente Médio desembarcar de mala e cuia na América do Sul.
Atentei também para pregações dos guerrilheiros das FARC sobre o governo Uribe, circunscritas a um manifesto: “A Colômbia merece respeito. Não pode mais tolerar essa máfia narco-paramilitar de latifundiários e pecuaristas, narcotraficantes e empresários que, com o apoio militar dos EUA e o bombardeio dos meios de comunicação, converteram a Colômbia em um inferno da guerra, massacres, detenções em massa dos cidadãos, desaparecimentos, miséria e os saques e todos os desaforos do terrorismo de Estado”.
A guerrilha colombiana contra Uribe e os E.U.A pode até parecer um problema solitário do povo colombiano. Mas não é. É um problema de toda a América do Sul e, portanto, do Brasil. E essa Diretriz é sim, um manifesto do imperialismo armado. Quem sabe a primeira exortação às “guerras necessárias” a que se referiu Barack Obama recebendo o Prêmio Nobel da Paz.
Olá, amigo!
ResponderExcluirFico tão profundamente triste em saber que tudo isso com certeza se consolidará, pois dois motes que proporcionam grande fortuna estão envolvidos - o narco tráfico e as indústrias bélicas.
Não querendo ser passimista, isto é só a pontinha do iceberg.
Um abraço grande
Bom dia, amigo!
ResponderExcluirO dinheiro, sempre o dinheiro...triste, mas real este facto.
Abracos
pois é,
ResponderExcluirse as guerras regulares já são uma tragégia, imagine-se então as irregulares...
será o caos.
bjs