sábado, 13 de outubro de 2012

O desconhecido


JM Cunha Santos

Tem um sujeito esquecido bem ali no canto mais oculto deste segundo turno da campanha eleitoral. Ele não entende de marketing, jamais foi candidato, não carrega bandeiras nas ruas, não recebe um centavo das formidáveis fortunas gastas nas campanhas e está se lixando para ideologias políticas de ocasião. Trabalha tanto que quase não tem tempo de acompanhar o horário da propaganda política, ganha muito mal e deseja somente o progresso e o desenvolvimento de sua cidade.
Esse sujeito imperceptível pode ser reconhecido pelas roupas mal passadas, pela destreza em correr atrás de ônibus, pelas dívidas no comércio, pelo semblante empobrecido, pelo baixo salário e até pelo ar de revolta contra a corrupção. Ele, embora aparente não ter muita importância, pois nunca é convocado pela mídia para dar sua opinião ou se manifestar sobre os destinos de sua cidade, seu estado e seu país, sabe mais, apenas olhando para suas próprias panelas, que muita gente que exibe diplomas por aí.
Enquanto candidatos e coordenadores de campanhas correm atrás dos apoios dos bem votados, ele apenas observa essa confusão de gastos com combustível, de traições e alianças, de cartazes e santinhos, de discursos apoteóticos e músicas ensurdecedoras nos ouvidos.
Ele é leve, a todos ouve e dá as mãos, não parece sequer interessado em disputas pelo poder. Há quem pense que ele é burro, mas estão errados; é apenas o filósofo do dia a dia, o Voltaire do otimismo exagerado. Dizem que é fácil de enganar, que se deixa levar por falsas promessas, mas nem sempre é assim.
Esse ilustre desconhecido, esse sujeito lá no canto, que assiste novela e futebol em demasia, tem 15 dias para pensar e, embora pense muito pouco, o que pensa é definitivo. Ele sabe que será o último a ser chamado, o convidado de última hora, mas sabe que ele é quem vai decidir.
Não esqueçam, senhores candidatos: esse sujeito desconhecido é o eleitor.

3 comentários:

  1. cunha santos.

    O caso em tela chama-se invisibilidade social, isto já foi até matéria de uma tese de doutorado na USP, só que no caso da politicagem engendrada pelos novos políticos velhos saõ de sobremaneira usadas no periódo de eleições, sendo queo invisível eleitoral toma uma prorporção tão grande de importancia perante candidato, que é de causar foruxos de riso, eu já vi candidato eme eleiçao abraçar o invisivel social( eleitor) e depois irprácasa tomar banho falando cobras e lagartos dos pobres desconhecidos que são os eleitoresque se enganam com que se aoresentacomo novo mas que na reslidade trás a retrógrada visão do velho, enquanto no Oriente os mais velhos são os Sábiospor aqui eles saõ desprezados pelo dito novo e poder público, um velho e matreiro novo se apresentando como umSASSÁ mutema o salvador da `Pátria e dos descnhecido eleitor, enfim ele tem solução prá tudo até para dizer que é o cara.....DE PAU.

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  2. O desconhecido sabe de uma coisa: não quer Caostelo!

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  3. Vi a queda do Muro de Berlim e não posso permitir que se construa um novo aqui no Maranhão. Votei em Tadeu e voto agora em Castelo.

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