quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Cobra de duas cabeças

JM Cunha Santos

Talvez coubesse alguma crônica do fazer político a declaração do deputado Domingos Dutra de que o PT é uma cobra de duas cabeças. Mas o fazer político nestes dias anda entediante com seus acontecimentos que parecem sempre os mesmos e seus personagens que não mudam nunca. São sempre as mesmas denúncias de corrupção e de tribunais condenando prefeitos a devolverem quantias que jamais serão devolvidas.
Entediante porque, como diz a música, tudo está no seu lugar, ou melhor, onde sempre esteve. Dutra vai fazer o que sempre quis, deixar o Partido dos Trabalhadores e Washington Oliveira vai continuar vice-governando o Estado pelo PT.  Ninguém mais duvida de que o PT será a sede da candidatura de Luis Fernando Silva, embora não se tenha conhecimento ainda de uma cobra de três cabeças. Nem de quatro, mas Lobão deve ser o candidato de José Sarney para desgosto de Gastão Vieira que não sendo também candidato de Roseana não será candidato de ninguém. Talvez de Dilma Roussef, se até lá ela não decidir substituí-lo no Ministério do Turismo por Flávio Dino que se destaca na mídia muito mais.
E Flávio Dino será o candidato do PC do B mais uma vez sem o PT, sem o PPS de Eliziane Gama, caminhando por outra via e sem o apoio de Domingos Dutra que certamente apoiará o candidato de Marina. E, assim, as projeções políticas se arrastam nessa modorra e nessa chatice de todo dia.
Com R$ 5 bilhões a seu dispor, Roseana acha que elege quem queiser. Sem nenhum tostão, a Prefeitura ainda tenta pagar os funcionários. A parceria entre o Estado e a Prefeitura não sai e muito menos a parceria entre a Prefeitura e o Estado. E o povo, sem parceria nenhuma, passa os dias economizando mercúrio cromo e remendando esparadrapo. 
Bom é não esquecer que neste mundo das anfibênias, de hábitos subterrâneos, ganha quase sempre quem tem a cobra maior.

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