JM
Cunha Santos
Talvez
coubesse alguma crônica do fazer político a declaração do deputado Domingos
Dutra de que o PT é uma cobra de duas cabeças. Mas o fazer político nestes dias
anda entediante com seus acontecimentos que parecem sempre os mesmos e seus
personagens que não mudam nunca. São sempre as mesmas denúncias de corrupção e
de tribunais condenando prefeitos a devolverem quantias que jamais serão
devolvidas.
Entediante
porque, como diz a música, tudo está no seu lugar, ou melhor, onde sempre
esteve. Dutra vai fazer o que sempre quis, deixar o Partido dos Trabalhadores e
Washington Oliveira vai continuar vice-governando o Estado pelo PT. Ninguém mais duvida de que o PT será a sede
da candidatura de Luis Fernando Silva, embora não se tenha conhecimento ainda
de uma cobra de três cabeças. Nem de quatro, mas Lobão deve ser o candidato de
José Sarney para desgosto de Gastão Vieira que não sendo também candidato de
Roseana não será candidato de ninguém. Talvez de Dilma Roussef, se até lá ela
não decidir substituí-lo no Ministério do Turismo por Flávio Dino que se destaca
na mídia muito mais.
E
Flávio Dino será o candidato do PC do B mais uma vez sem o PT, sem o PPS de
Eliziane Gama, caminhando por outra via e sem o apoio de Domingos Dutra que
certamente apoiará o candidato de Marina. E, assim, as projeções políticas se
arrastam nessa modorra e nessa chatice de todo dia.
Com
R$ 5 bilhões a seu dispor, Roseana acha que elege quem queiser. Sem nenhum
tostão, a Prefeitura ainda tenta pagar os funcionários. A parceria entre o
Estado e a Prefeitura não sai e muito menos a parceria entre a Prefeitura e o
Estado. E o povo, sem parceria nenhuma, passa os dias economizando mercúrio
cromo e remendando esparadrapo.
Bom
é não esquecer que neste mundo das anfibênias, de hábitos subterrâneos, ganha
quase sempre quem tem a cobra maior.
Nenhum comentário:
Postar um comentário