sexta-feira, 7 de junho de 2013

Abduzidos

JM Cunha Santos

O governo do Maranhão conseguiu pagar 4,9 milhões de um convênio celebrado com uma Associação que ninguém encontra por uma obra que não foi feita, num povoado que não existe. Trata-se, sem sombras de dúvidas, de uma inovação sem precedentes, uma nova modalidade de corrupção lançada no Brasil com exclusividade para o Maranhão, que aqui chamaremos de “Convênio Fumaça” no qual some tudo, tudo desaparece, inclusive o bairro onde a obra não está.
Quatro deputados, Othelino Neto, Rubens Júnior,  (autor da denúncia) Bira do Pindaré e Marcelo Tavares estiveram em Raposa, município da zona metropolitana de São Luís, tentando encontrar o povoado e... surpresa: o lugar simplesmente desapareceu. Junto com ele, os moradores e a associação credora do convênio, o Grupo de Ação Social Vera Macieira.
Os parlamentares estão pensando em convocar o secretário de Ação Social, Fernando Fialho, para dar explicações sobre o fumacento convênio, mas há quem ache melhor convocar a NASA. Primeiro, porque é mais fácil os maiores cientistas do mundo comparecerem à Assembléia do Maranhão que um secretário do governo Roseana Sarney. Segundo, porque podemos estar diante do mais grave caso de abdução que a história mundial dos OVNIS já registrou. Que sumissem a Associação, as empresas e a obra, vá lá. Mas sumiu um povoado inteiro, com todos os seus moradores, todos os endereços, todos os fogões e geladeiras e isso só pode ser coisa de ETs.
O problema é sério e talvez tenhamos que nos preparar para uma batalha intergaláctica, pois se existirem outros convênios como esse é quase certo que outros povoados tenham sumido em municípios do Maranhão. Em outras palavras, a população maranhense pode estar sendo abduzida sem que tenhamos nos dado conta disso. Em tempo: sumiram também R$ 700 mil do pagamento dos convênios. Mas para que será que os ETs querem dinheiro?

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