Veja a lista dos executivos de grandes empreiteiras
presos na operação deflagrada ontem pela Polícia Federal.
Da Folha on line
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Ricardo
Pessoa. Preso na manhã desta sexta-feira (14) pela PF.
Ele é acusado de pagar
propina àcúpula do governo Roseana.
Foto: Zanone Fraissa/Folha de São Paulo
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O Presidente da
Empreiteira UTC/Constran Engenharia, Ricardo Pessoa, foi preso nesta
sexta-feira (14) durante mega operação da Polícia Federal, que investiga o
escândalo de desvio de dinheiro Público na Petrobras.
Segundo as
investigações da PF, Ricardo Pessoa pediu que o doleiro Alberto Youssef – preso
em São Luís quando trocava malas de dinheiro com um funcionário de Roseana –
subornasse o governo do Maranhão oferecendo R$ 6 milhões. Em troca, a empresa
furaria a fila de pagamentos judiciais e receberia, antecipadamente, R$ 120 milhões
em precatórios, que são dívidas de governos reconhecidas pela Justiça. Por ter
negociado o acordo, Youssef receberia R$ 12 milhões.
A prisão de Ricardo
Pessoa deixa a cúpula do governo Roseana em uma situação delicada. A exemplo de
Yousseff, o empresário deverá receber a proposta de delação premiada, que prevê
a redução de pena em caso de colaboração voluntária com a justiça, o que inclui
a delação de outros possíveis membros da quadrilha.
Relembre os membros
da cúpula do governo do Estado, citados na investigação da Polícia Federal como
líderes do esquema de suborno envolvendo o doleiro Alberto Yousseff e Ricardo
Pessoa da construtora Constran:
Roseana Sarney
A governadora do
Maranhão aparece no depoimento de Meire Poza como a responsável por analisar os
valores de suborno repassados à cúpula do governo do Estado. A contadora diz
que Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte, foi
ao governo do Maranhão entregar R$ 300 mil, que seriam parte do acordo entre o
doleiro Yousseff, a construtora Constran e o governo do Maranhão. Segundo
Meire, um assessor teria dito a Adarico que o valor era pouco e que teria que
consultar a governadora Roseana Sarney.
Entre os executivos
que tiveram a prisão preventiva ou temporária decretada pela Justiça Federal, a
pedido da Polícia Federal durante a sétima fase da Operação Lava Jato, estão presidentes
de cinco companhias: da OAS, da Camargo Corrêa Construções, da Iesa Óleo e Gás,
da UTC e da Construtora Queiroz Galvão.
Essas empresas,
juntas com as outras envolvidas, têm contratos que somam R$ 59 bilhões com a
Petrobras, considerando o período de 2003 a 2014. Segundo as investigações,
parte desses contratos se destinava a "esquentar" o dinheiro que
irrigava o caixa de políticos e campanhas no país.
Valdir Lima
Carreiro (Iesa), José Aldemário Pinheiro Filho (OAS) e Ricardo Ribeiro Pessoa
(UTC) estão presos. Dalton dos Santos Avancini (Camargo Corrêa) e Ildefonso
Colares Filho (Queiroz Galvão) não foram localizados pela polícia até as 15h30
desta sexta-feira (14).
A PF cumpriu
mandados de busca e apreensão nas sedes das seguintes companhias: Camargo Corrêa,
OAS, Odebrechet, UTC, Queiroz Galvão, Engevix, Mendes Júnior, Galvão Engenharia
e Iesa.
Integrantes do
governo, segundo a Folha apurou, consideram que a operação atinge o
"coração dos financiadores de campanha".
Foram bloqueados R$
720 milhões dos executivos investigados, até o limite de R$ 20 milhões por
pessoa. Não houve bloqueio das contas das empresas, para não prejudicar a saúde
financeira delas.
Os pedidos de prisão
temporária, de cinco dias, ou preventiva– também envolvem diretores, atingindo
a cúpula das companhias.
Ao todo, foram
emitidos mandados de prisões preventivas e temporárias contra 27 pessoas, dos
quais 18 já haviam sido cumpridos na manhã de hoje; e 9 de condução coercitiva
-quando a pessoa é levada para prestar depoimento obrigatoriamente-, dos quais
6 já foram feitos.
Confira, abaixo, os
pedidos feitos por empresa quem foi preso até o meio da tarde desta sexta.
OAS
José Aldemário
Pinheiro Filho, presidente (prisão temporária e busca e apreensão)PRESO
Mateus Coutinho de
Sã Oliveira (prisão temporária e busca e apreensão) PRESO
Alexandre Portela
Barbosa, advogado (prisão temporária e busca e apreensão)PRESO
Fernando Augusto
Stremel Andrade (condução coercitiva e busca e apreensão)
Pedro Morollo
Junior (condução coercitiva e busca e apreensão)
Busca e apreensão
na sede da empresa
CONSTRUTORA OAS
José Ricardo
Nogueira Breghirolli (prisão preventiva e busca e apreensão) PRESO
Agenor Franklin
Magalhaes Medeiros, diretor-presidente da área internacional (prisão preventiva
e busca e apreensão) PRESO
CAMARGO CORRÊA
Eduardo Hermelino
Leite, vice-presidente (prisão preventiva e busca e apreensão)
Ildefonso Colares
Filho (busca e apreensão)
Edmundo Trujillo
(condução coercitiva e busca e apreensão)
Busca e apreensão
na sede da empresa
CONSTRUTORA CAMARGO CORRÊA
João Ricardo Auler,
presidente do Conselho de Administração (prisão temporária e busca e apreensão)
Dalton dos Santos
Avancini, presidente (prisão temporária e busca e apreensão)
UTC
Ricardo Ribeiro
Pessoa, presidente (prisão temporária e busca e apreensão) PRESO
Ednaldo Alves da
Silva (prisão temporária e busca e apreensão) PRESO
Walmir Pinheiro
Santana (prisão temporária e busca e apreensão) PRESO
Busca e apreensão
na sede da empresa
ENGEVIX
Carlos Eduardo
Strauch Alberto, diretor técnico (prisão temporária e busca e apreensão) PRESO
Newton Prado
Junior, diretor técnico (prisão temporária e busca e apreensão)PRESO
Gerson de Mello
Almada (prisão preventiva e busca e apreensão) PRESO
Cristiano Kok
(condução coercitiva e busca e apreensão)
Luiz Roberto
Pereira (busca e apreensão)
Busca e apreensão
na sede da empresa
IESA
Valdir Lima
Carreiro, presidente (prisão temporária e busca e apreensão)
Otto Garrido
Sparenberg, diretor de operações (prisão temporária e busca e apreensão) PRESO
Busca e apreensão
na sede da empresa
IESA ÓLEO E GÁS
Busca e apreensão
na sede da empresa
CONSTRUTORA QUEIROZ
GALVÃO
Ildefonso Colares
Filho, presidente (prisão temporária e busca e apreensão)
Othon Zanoide de
Moraes Filho, diretor-geral de desenvolvimento comercial da Vital Engenharia
(prisão temporária e busca e apreensão) PRESO
Busca e apreensão
na sede da empresa
GALVÃO ENGENHARIA
Erton Medeiros
Fonseca, presidente da divisão de engenharia industrial (prisão preventiva e
busca e apreensão) PRESO
Busca e apreensão
na sede da empresa
MENDES JUNIOR
Sergio Cunha Mendes, vice-presidente
(prisão preventiva e busca e apreensão)
Ângelo Alves Mendes
(condução coercitiva e busca e apreensão)
Rogério Cunha de
Oliveira (condução coercitiva e busca e apreensão)
Flávio Sá Motta
Pinheiro (condução coercitiva e busca e apreensão)
Busca e apreensão
na sede da empresa
ODEBRECHT
Marcio Faria da
Silva (busca e apreensão)
Rogério Santos de
Araujo (busca e apreensão)
Busca e apreensão
na sede da empresa
Outros nomes estão
envolvidos na operação, mas não estão identificados com alguma empresa. É o
caso de Renato Duque, ex-diretor da
Petrobras apontado por procuradores e policiais como o principal operador do PT
nos desvios da empresa e que foi preso hoje.
O lobista Fernando
Soares, conhecido como Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB na
Petrobras, entrou na lista de procurados da Interpol e do sistema nacional de
procurados e impedidos. A PF tinha um mandado de prisão, mas não conseguiu localizar
o suspeito de envolvimento em desvios da estatal.
O advogado dele,
Mario de Oliveira Filho, ainda não tinha a definição se seu cliente vai se
entregar à Polícia Federal. "O que posso dizer é que Fernando mora no Rio
de Janeiro. Não está fora do país, como disseram algumas notícias absurdas.
Estou em contato direto com ele", disse.
Confira os outros envolvidos.
Luiz Roberto
Pereira (condução coercitiva)
Jayme Alves de
Oliveira Filho, ligado a empresas de Alberto Youssef (prisão temporária e busca
e apreensão) PRESO
Carlos Alberto da
Costa e Silva, advogado que atua para empreiteiras (prisão temporária e busca e
apreensão) PRESO
Adarico Negromonte
FIlho, irmão do ex-ministro do Turismo Mário Negromonte (prisão temporária e
busca e apreensão)
Marice Correa de Lima, cunhada de João Vaccari
Neto, tesoureiro do PT (condução coercitiva e busca e apreensão).

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