sábado, 15 de novembro de 2014

Homem encarregado de pagar propina da Constran à cúpula do governo do Maranhão está foragido

JM Cunha Santos



 
Um dos dois únicos foragidos da “Operação Lava-Jato”, da Polícia Federal, é Aldarico Negromonte, o homem que teria sido flagrado pelas câmeras do Hotel Luzeiros, em São Luís, carregando malas de dinheiro que serviriam para pagar propina no valor de R$ 6 milhões a altos membros da cúpula do governo Roseana Sarney, incluindo a própria governadora.
A propina, segundo depoimento do megadoleiro Alberto Youssef, serviria para liberar precatório da Constran no valor R$ 120 milhões de reais. Por sua intervenção, Youssef receberia R$ 12 milhões. Aldarico Negromonte é o homem apontado pelas investigações da corrupção bilionária na estatal brasileira como responsável por pagar propinas diretamente, em malas, e não através de depósitos em contas bancárias. As denúncias em torno do precatório da Constran informam que ele teria desembarcado no Hotel Luzeiros com uma mala que guardava 300 mil reais, o que um funcionário do governo teria achado pouco, razão pela qual precisava consultar a governadora.
Irmão do ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte,  os advogados de Adarico estão negociando com a Polícia Federal para que ele também se entregue, conforme já fizeram três executivos de grandes empreiteiras envolvidas no esquema de cartel que sangrou impiedosamente os cofres da Petrobrás.
Tudo indica que dificilmente a cúpula do governo Roseana Sarney escapará dos efeitos fulminantes da sétima edição da Operação Lava-Jato, posto que o próprio presidente da UTC Constran, Ricardo Pessoa, já se encontra preso e pode aderir à delação premiada que levou à prisão os principais executivos das maiores empreiteiras do país.

 

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