JM
Cunha Santos
Um
dos dois únicos foragidos da “Operação Lava-Jato”, da Polícia Federal, é
Aldarico Negromonte, o homem que teria sido flagrado pelas câmeras do Hotel
Luzeiros, em São Luís, carregando malas de dinheiro que serviriam para pagar
propina no valor de R$ 6 milhões a altos membros da cúpula do governo Roseana
Sarney, incluindo a própria governadora.
A
propina, segundo depoimento do megadoleiro Alberto Youssef, serviria para
liberar precatório da Constran no valor R$ 120 milhões de reais. Por sua
intervenção, Youssef receberia R$ 12 milhões. Aldarico Negromonte é o homem
apontado pelas investigações da corrupção bilionária na estatal brasileira como
responsável por pagar propinas diretamente, em malas, e não através de
depósitos em contas bancárias. As denúncias em torno do precatório da Constran
informam que ele teria desembarcado no Hotel Luzeiros com uma mala que guardava
300 mil reais, o que um funcionário do governo teria achado pouco, razão pela
qual precisava consultar a governadora.
Irmão
do ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte, os advogados de Adarico estão negociando com a
Polícia Federal para que ele também se entregue, conforme já fizeram três
executivos de grandes empreiteiras envolvidas no esquema de cartel que sangrou
impiedosamente os cofres da Petrobrás.
Tudo
indica que dificilmente a cúpula do governo Roseana Sarney escapará dos efeitos
fulminantes da sétima edição da Operação Lava-Jato, posto que o próprio
presidente da UTC Constran, Ricardo Pessoa, já se encontra preso e pode aderir
à delação premiada que levou à prisão os principais executivos das maiores
empreiteiras do país.

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