terça-feira, 18 de novembro de 2014

Presença do dono da Constran em São Luís complica ainda mais a governadora Roseana

Do blog do Raimundo Garrone


O empresário Ricardo Pessoa, considerado pela PF como o chefe do clube de
 empresas que desviavam recursos da Petrobras, esteve pessoalmente em São Luís
Imagens do relatório da Polícia Federal exibido no Jornal Nacional desta segunda-feira revelou que o “chefe do clube”, grupo de empresas envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras, Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC/Constran, esteve em São Luís seis meses antes da prisão do doleiro Alberto Youssef, acusado de intermediar propina com o governo maranhense para a liberação de precatório de R$ 120 milhões em favor da  empresa do próprio Pessoa.

O empresário, que foi preso pela PF, é dono de uma holding que controla investimentos bilionários nas áreas industrial, imobiliária, de infraestrutura e de óleo e gás, e a confirmação de sua presença em São Luís deixou muita gente no Palácio dos Leões de cabelo em pé, em especial a governadora Roseana Sarney, que teve o seu nome citado pelo doleiro Youssef.

A revelação da presença de Ricardo Pessoa na capital maranhense aumentou as dúvidas sobre uma possível renúncia da governadora Roseana Sarney, antes do final de dezembro, diante da real possibilidade de um pedido de prisão imediato com a perda do foro privilegiado.

A Polícia Federal ainda não teria pedido a prisão de Roseana para não atrapalhar o curso das investigações, já que a sua prerrogativa como governadora levaria todo o processo investigativo para o Superior Tribunal de Justiça, beneficiando inclusive os empresários presos pela Lava Jato.

A estratégia montada no Palácio dos Leões é ganhar tempo com a permanência de Roseana no governo, até encontrar um outro meio que possa protegê-la do juiz paranaense Sérgio Moro, como novo foro privilegiado ou mesmo um acordo político que possa livra-la da cadeia.

No despacho que autorizou a ação da PF na última sexta-feira, que resultou na prisão de vários empreiteiros, inclusive Ricardo Pessoa, o juiz paranaense escreveu que via com “estranheza que empreiteira utilizasse os serviços de Alberto Youssef, especialista em lavagem de dinheiro, para negociar precatório com o governo estadual”.

Com mais essa começa a ir por água abaixo o sonho do presidente da Assembleia, Arnaldo Melo, em assumir o governo do estado com a renúncia antecipada de Roseana.

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