Do blog do Raimundo Garrone
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O empresário Ricardo Pessoa, considerado
pela PF como o chefe do clube de
empresas que desviavam recursos da Petrobras,
esteve pessoalmente em São Luís
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Imagens do relatório da Polícia Federal exibido no Jornal Nacional desta
segunda-feira revelou que o “chefe do clube”, grupo de empresas envolvidas no
esquema de corrupção na Petrobras, Ricardo Pessoa, dono da empreiteira
UTC/Constran, esteve em São Luís seis meses antes da prisão do doleiro Alberto
Youssef, acusado de intermediar propina com o governo maranhense para a
liberação de precatório de R$ 120 milhões em favor da empresa do próprio
Pessoa.
O empresário, que foi preso pela PF, é dono de uma holding que controla
investimentos bilionários nas áreas industrial, imobiliária, de infraestrutura
e de óleo e gás, e a confirmação de sua presença em São Luís deixou muita gente
no Palácio dos Leões de cabelo em pé, em especial a governadora Roseana Sarney,
que teve o seu nome citado pelo doleiro Youssef.
A revelação da presença de Ricardo Pessoa na capital maranhense aumentou
as dúvidas sobre uma possível renúncia da governadora Roseana Sarney, antes do
final de dezembro, diante da real possibilidade de um pedido de prisão imediato
com a perda do foro privilegiado.
A Polícia Federal ainda não teria pedido a prisão de Roseana para não
atrapalhar o curso das investigações, já que a sua prerrogativa como
governadora levaria todo o processo investigativo para o Superior Tribunal de
Justiça, beneficiando inclusive os empresários presos pela Lava Jato.
A estratégia montada no Palácio dos Leões é ganhar tempo com a
permanência de Roseana no governo, até encontrar um outro meio que possa
protegê-la do juiz paranaense Sérgio Moro, como novo foro privilegiado ou mesmo
um acordo político que possa livra-la da cadeia.
No despacho que autorizou a ação da PF na última sexta-feira, que
resultou na prisão de vários empreiteiros, inclusive Ricardo Pessoa, o juiz
paranaense escreveu que via com “estranheza que empreiteira utilizasse os serviços
de Alberto Youssef, especialista em lavagem de dinheiro, para negociar
precatório com o governo estadual”.
Com mais essa
começa a ir por água abaixo o sonho do presidente da Assembleia, Arnaldo Melo,
em assumir o governo do estado com a renúncia antecipada de Roseana.

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