JM
Cunha Santos
Leio
interessante artigo do jornalista Gilberto Lima no qual reforça a idéia de que
o Maranhão terá, a partir de janeiro, um governador de pulso firme que, de
fato, se manterá no comando do Estado. Leio mais: a denúncia do deputado
Marcelo Tavares dando conta de que metade dos coronéis da PM estaria propensa a
deixar o estado por dois anos à busca de um curso de aprimoramento.
Pior:
leio o apelo do futuro secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, no
afirmar que os coronéis não podem deixar o Maranhão no momento em que o estado vive
a pior crise de segurança de sua história.
Senhores,
é preciso amar esse Estado. É urgente vencer as fugas, rebeliões e assassinatos
no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, é urgente vencer as gangs e facções
criminosas que atordoam a paz nesta cidade, é urgente fazer o que for possível
para acabar com as estatísticas vergonhosas que colocam a capital do Maranhão
entre as 15 cidades mais perigosas do mundo, com mais de 1.000 homicídios por
ano.
Todas
as más intenções do governo querendo criar isenções fiscais no apagar das
luzes, tentando embaçar a eleição da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa,
deixar de herança dívidas impagáveis para o sucessor e até engessar o orçamento de 2015, não fazem
parte de luta política nenhuma, ainda mais de uma luta política que o governo
já perdeu. São apenas sinais claros de desamor pelo Maranhão e pelos
maranhenses, é apenas a vontade de se vingar de um povo que, finalmente,
conseguiu arrancá-los do poder, de criar empecilhos e embaraços para o futuro
governo do Maranhão. Qualquer destes atos só será prejudicial à população.
A
verdade é que a governadora já havia sumido antes que sumisse, assim como sumiu
o próprio governo, incapaz de dar solução à crise na segurança pública, incapaz
de se entender com policiais civis e militares em greve, incapaz de melhorar os
indicadores sociais do Estado, de investir na agricultura, na educação.
Nós
todos sabemos a importância de um policial e seus comandantes, hoje, para esse
estado ferido pela violência; todos nós temos consciência do quanto precisamos
de um governante que governe aqui, que não se envolva com doleiros e propinas,
que melhore a qualidade de vida do povo e não se sinta no direito de sumir.

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