A matéria não se
apaixona, portanto, o Espírito existe, agora como para sempre.
JM Cunha Santos
JM Cunha Santos
Enquanto leio A Gênese, de Alan Kardec, substituindo todos
os instintos que me garantem a eternidade, vejo-me, pois, a transpor os umbrais
do meu espírito, a alcançar civilizações superiores e inferiores e decreto: Não
quero chegar burro no “céu”, para onde certamente vou não por virtudes, mas
porque errei muito menos do que podia. Afinal, ainda sinto que esta é a minha
última vida.
“Há muitas moradas na casa de meu Pai”, disse Jesus Cristo revelando a
pluralidade dos mundos habitados e, por conseguinte, a pluralidade de
existências em um homem só.
É o que basta para que eu comece a imaginar mundos distintos em que se
prova cientifica e divinamente a existência de Deus e diz-me o Guru que a Terra
é um planeta decadente em que os seres ainda se arrastam em sua superfície.
Enquanto espectro, transporto-me a civilizações decaídas onde as leis
ensinam que todo crime é uma virtude humana. Essas civilizações reservam o
Paraíso aos assassinos, ladrões, perversos, prostituídos, adúlteros, guerreiros,
terroristas, torturadores e o Inferno aos que amam, praticam caridade, são
fraternos, servos do bem, queridos, gentis e solidários a ponto de sentir a dor
alheia.
Inopinadamente, Haroldo Dutra Dias grita em meus ouvidos: Todas as
religiões da Terra são tribais, fazem parte de um sistema primitivo de crença
em Deus! E me ensina que, ao contrário do que apregoam nos planetas que visito,
“O Evangelho é o Código Moral da Galáxias”. Galáxias dentro de uma cosmogonia
infinita, de um Universo incomensurável, habitadas até a bilhões de anos luz do
planeta Terra.
Mas, ainda soberbo e diante daqueles seres retorcidos, julgo-me por instantes
o único elemento responsável pela transformação da matéria, alçando a casca
bruta que me cobre acima da alma. É só um instante. Logo concluo que matéria
não se apaixona, portanto, o Espírito existe, agora como para sempre.
Só escapo à inspiração maldita desse Código dos Maus, quando uma
multidão de Jesus Cristos me arranca ao sonambulismo dessa filosofia bestial
que eleva os pravos e pune os justos nos territórios densos em que minha alma
patina desesperada. “Como é difícil ser eterno! Até quando serei eterno”, grito
enquanto uma agonia filosófica me toma daquelas civilizações e me devolve aos
lençóis revolvidos da cama em que babo de esperança de encontrar com Deus e lhe
contar tudo o que vi.

Parabéns Mestre Cunha... excelente reflexão. Paz e Alegria !!!
ResponderExcluirObrigado pela gentileza, meu querido amigo.
ExcluirUm profundo desdobramento realizado por um espírito antigo, conhecedor de muito que agora começa a relembrar para seguir adiante. Paz e luz.
ResponderExcluirPessoalmente,preciso de mais esclarecimentos sobre essas assertivas. Obrigado, grande espírito.
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