terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Violência contra a igreja

JM Cunha Santos

Temos alertado, constantemente, para o crescimento da grilagem, da disputa pela terra, a forma como vil como ressurge a especulação imobiliária no Maranhão. Junto com isso vem a violência no campo, essa de que temos tristes lembranças, do homem substituído pela pata do boi e agora pelas monoculturas infernais que expulsam até os bichos. Os animais não permanecem, por exemplo, em territórios ocupados por plantações de eucalipto.
Temos dito, de forma recorrente, que os grandes empreendimentos que se instalam no Maranhão, ou a simples possibilidade deles, está atraindo a ganância de grileiros e empresários sem escrúpulos. Junto com ela, a ganância, vêem os pistoleiros, os jagunços e com eles a violência, a perseguição, o assassinato de lideranças rurais. Dessa situação, que em outras épocas mais que o êxodo rural promoveu uma verdadeira diáspora no interior do Estado, só tínhamos tristes recordações. Aliás, São Luís se desenvolveu também na esteira das expulsões de lavradores e posseiros de suas terras que aqui promoveram invasões e ocupações das quais nasceram bairros inteiros.
Essa situação, esse clima de terror está de volta. Quilombolas e trabalhadores rurais foram mortos, entidades denunciam a existência de gente marcada para morrer e no entorno de muitos desses grandes projetos a disputa pela terra deixa um rastro de sangue e humilhação.
A última notícia publicada pelo Jornal Pequeno é uma carta dos bispos do Regional Nordeste V da CNBB em que manifestam indignação pelo incêndio da capela de Vergel, pertencente à Paróquia de São Raimundo, na cidade de Codó. E enquanto se assustam com o alto grau de degradação moral e religiosa realizada em tal ato, nos vem a lembrança de que no passado a Igreja Católica também protegeu lavradores e pequenos posseiros da violência. A violência que agora atinge a própria igreja. Já é hora do Estado intervir.

2 comentários:

  1. por que motivo o resultado DAS ULTIMAS CORREIÇÔES feitas pela Corregedoria Geral do TJ/MA, junto os Cartorios de Registro de Imoveis das demais Comarcas deste estado não fora publicisadas até o momento ? será por ter sido grave a metodologia como tem sido trabalhada a Concessão e Uso da Fé Pública Registral no caso especifico da POSSE e PROPRIEDADE de terras no estado do Maranhão ? ou o TJ/MA se pronuncia a respeito, "ou" fica o entendido junto a soberana opinião publica maranhense que a respeito, o favorecimento beneficiando grileiros de terras, é mais grave do que se imagina-se

    ResponderExcluir
  2. E aí Ze Cachaça? Vamos tomar uma e fumar um beque depois?

    ResponderExcluir