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sábado, 19 de março de 2011

Dinossauro ilegal

JM Cunha Santos

A greve dos professores é ilegal, o governo não, pois até este momento não houve qualquer decisão da Justiça sobre as denúncias de abuso de poder econômico e político e captação ilícita de recursos para a campanha da governadora Roseana Sarney. Que nem era Sarney durante a campanha. E foram precisos três meses só para fazer a notificação da governante.

A greve dos professores é ilegal como ilegal será a greve dos policiais civis, dos funcionários do Ministério Público e dos funcionários da Uema que já se organizam para dar um basta à falta com a palavra empenhada dos governantes que negociam com as diversas categorias funcionais do Estado em luta por seus direitos.

Ilegal porque residem no Maranhão os professores mais bem pagos do país, segundo a mídia encastelada no Palácio; porque nossos policiais são ricos e não precisam de um Plano de Cargos Carreiras e Salários.

Ilegal porque professores, policiais e o restante do funcionalismo vivem como nababos e reclamam de barriga cheia para um governo que a cada ano consegue sacrificar mais e mais a formação e o futuro dos jovens maranhenses.

Ilegal é e será, sempre, toda e qualquer greve deflagrada no Estado. Como ilegal é convidar Olga Simão para uma conversa com a Comissão de Educação da Assembléia fora do Palácio dos Leões. Aliás, a vida, no Maranhão vai aos poucos se tornando ilegal. O tráfego marítimo é ilegal, o tráfego rodoviário é ilegal, a segurança pública é ilegal, a saúde é ilegal, o preço dos combustíveis é ilegal. As únicas coisas em vias de legalidade no Maranhão são o carnaval, o São João e aquele dinossauro irresponsável que passou 145 milhões de anos enterrado na Ilha do Cajual e não avisou que um dia o sarneisismo ia existir como modelo político de Estado. E o dinossauro de Roseana também é ilegal. Nesses anos todos, jamais pagou Imposto Territorial Urbano.

terça-feira, 15 de março de 2011

Comissão de Educação vai ouvir governo e professores

Marco Aurélio Oliveira
Agência Assembleia


Deputado Cesar Pires

A Comissão de Educação da Assembleia Legislativa vai ouvir a direção do Sindicato dos Professores do Maranhão (Sinproesemma) e os secretários Olga Simão (Educação) e Fábio Gondim (Planejamento e Administração) em busca de uma solução para a greve dos educadores que já dura 14 dias. O anúncio foi feito hoje (14) pelo presidente da comissão, o deputado estadual Cesar Pires (DEM).

Segundo ele, a reunião com o sindicato será nesta terça-feira, por volta do meio-dia. O encontro com os secretários ainda será definido. A comissão estuda convidá-los a virem na Assembleia ou visitá-los nas secretarias. Ele disse que para por fim a greve é necessário encontrar “um ponto de equilíbrio entre as propostas do Sinproesemma e as reais condições do Estado do Maranhão”.

NOMEAÇÕES

O deputado também disse que vai pedir a nomeação de 38 professores que passaram em concursos patrocinados pelo Governo do Estado, por meio da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), em 2008, 2009 e 2010. Na visão de Cesar Pires, sem as nomeações, já solicitadas pelo reitor da instituição, o início das aulas na Uema poderá ficar comprometido.

Segundo o democrata, parte destes professores será nomeada para ministrar aulas no curso de Engenharia Florestal, em fase de implantação no campus de Imperatriz. É também destes 38 que sairão os professores do curso de Engenharia de Pesca “tão reclamado pela população maranhense”.

“A não nomeação desses professores vai impedir que esses cursos novos sejam autorizados ou reconhecidos. O curso funcionará na clandestinidade se o Estado não patrocinar estas nomeações”, declarou.

“Por ter a certeza de que esse nosso apelo chegará aos ouvidos do secretário Fábio Gondim, não tenho dúvidas de que a Uema será atendida nos seus pleitos, e aqueles professores que foram ao meu gabinete poderão ser nomeado no mais breve espaço de tempo”, concluiu.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Reivindicações de professores mostram caos na educação

JM Cunha Santos

Uma rápida observação na pauta de reivindicações dos professores que se preparam para iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir de 1º de março já mostra a difícil situação da educação no Estado.

Salas superlotadas, falta de concursos e de funcionários, falta de saúde e segurança no trabalho, tabela salarial não cumprida, concessão de licenças não regularizada, não pagamento de horas extras e, finalmente, alunos mais uma vez ameaçados de não cumprirem o ano letivo.

Segundo o Sindicato dos Professores, Sinproessema, o governo enrolou a categoria durante dois anos, pois quando chegaram a um consenso sobre o Estatuto do Educador decidiu prorrogar o prazo de implantação para 2012 e ainda por cima de forma escalonada até 2015.

O Sinproesema ainda tentou, junto à Assembléia Legislativa, a inclusão de recursos para implantação do Estatuto do Educador, mas as emendas apoiadas pelo sindicato acabaram sendo derrotadas pela base governista.